A atriz e apresentadora Antônia Fontenelle está em Trancoso, na Bahia, para prestigiar a première do filme “Deixe-me Viver”, produção que reúne cinema, emoção e uma história sobre os laços entre mãe e filha. Convidada pela produtora e protagonista do longa, Mônica, amiga de longa data, ela também participa da cobertura da coletiva de imprensa e acompanha de perto os bastidores do lançamento.
O convite surgiu de uma relação construída ao longo dos anos. Antônia e Mônica já trabalharam juntas na peça “Roleta”, escrita por Mônica e produzida por Antônia. Foi nesse espetáculo que Rômulo Estrela realizou seu primeiro trabalho no Rio de Janeiro, antes de se tornar um dos nomes conhecidos da teledramaturgia brasileira. “Foi lá que a gente lançou o Rômulo Estrela, que hoje é um dos grandes galãs da TV Globo”, contou Antônia.

A visita também marcou sua primeira experiência na cidade baiana “Eu não conhecia Trancoso. Conheci a Bahia, já fui a Comandatuba, inclusive para campeonato de golfe, já estive em vários lugares, mas Trancoso eu não conhecia. Estou amando esse lugar, é a coisa mais gostosa”, relatou.
Para Antônia Fontenelle estar presente em um evento como esse também representa uma oportunidade de prestigiar o trabalho de uma artista que acompanha há muitos anos. Ela se define como uma mulher ligada ao cinema e ao teatro e destacou a iniciativa de Mônica de realizar uma produção de grande porte no Brasil.
“É muito legal estar participando desse feito de uma pessoa que tem coragem de fazer cinema nesse país. A Mônica está conseguindo fazer esse filme com essa grandeza, com essa superprodução. É um negócio espantoso de ver e eu fico muito orgulhosa dela”, afirmou.

Além de prestigiar a première, Antônia acompanhou a coletiva de imprensa do longa. Em uma participação descontraída, contou que pediu ao amigo e ator Oscar Magrini para assumir o papel de entrevistador. “Oscar, vim aqui de férias, cobra pra mim”, brincou. Segundo ela, o ator entrou na dinâmica e entrevistou integrantes da produção e do elenco.
A expectativa para assistir ao filme, no entanto, vai além da amizade com a produtora. Na trama, Mônica também interpreta a mãe da protagonista, uma menina de 14 anos diagnosticada com câncer.
Diante da condição da filha, que deseja viver intensamente o tempo que lhe resta, a personagem decide dedicar os últimos dias de convivência a proporcionar experiências e momentos significativos ao lado dela. A história aborda o vínculo entre mãe e filha e a decisão de valorizar cada instante, mesmo diante de uma realidade dolorosa.
“É a dor de uma mãe que sabe que está ali vivendo tudo o que pode ser feito para trazer um respiro para a filha, para ela experimentar viver todas as vontades. É uma história muito forte. Estou muito curiosa para assistir”, comentou.

Parte da narrativa se passa em Trancoso, o que também aproxima a produção do lugar escolhido para receber a première. A cidade, inclusive, teve participação importante na realização do projeto, com apoio do poder público e de empresários locais. Antônia destacou a estrutura oferecida à equipe e a mobilização de diferentes setores para viabilizar o evento.
“Estou muito feliz de ver o quanto as pessoas desse lugar apoiaram e abraçaram essa ideia. A iniciativa privada aqui de Trancoso, assim como a pública, foi um negócio de você ficar de queixo caído”, disse.
Na avaliação da atriz, a experiência mostra como a união entre poder público e setor privado pode contribuir para a realização de projetos culturais. Ela defendeu que é interessante que outras localidades também valorizem iniciativas desse tipo, especialmente produções que promovam reflexão e levem informação ao público.
“Um país sem cultura é um país sem um dos pilares mais importantes de uma sociedade. Seria tão importante se os outros estados entendessem isso e apoiassem outras produções”, ressaltou.
Com a première em Trancoso, “Deixe-me Viver” ganha um momento de celebração antes de chegar aos cinemas. A estreia no Rio de Janeiro está prevista para 11 de novembro. Para Antônia Fontenelle, além de reencontrar amigos e prestigiar o trabalho de Mônica, a passagem pela Bahia também foi uma oportunidade de acompanhar de perto uma produção que mobilizou a comunidade local em torno do cinema e da cultura.