Anitta criticou ao vivo a produção do “Estrelas da Casa” após a apresentação de um grupo pop no reality da Globo. A cantora, que atua como conselheira da atração, disse que o áudio não valorizou as vozes dos participantes e que os figurinos não combinavam com a energia da música. O episódio foi repercutido pelo Splash.
Eu juntei as folhas da reunião, prendi tudo num clipe dourado e abri a tela do celular para conferir o próximo compromisso. Aí vi Anitta fazendo o que nasceu para fazer: olhando uma apresentação e entregando devolutiva antes mesmo de a produção conseguir respirar.

Depois do número com “Finally”, de Cece Peniston, Anitta disse que sentiu falta de ouvir melhor as vozes dos participantes. “Vamos dar uma aumentadinha no microfone dos cantores, porque a gente está só ouvindo produção, não como está em casa”, afirmou.
Eu deixei o celular na mesa e pensei que essa frase é um socorro para qualquer pessoa que já viu performance em que o playback, a base e o efeito especial chegam primeiro e o artista fica tentando aparecer no meio do próprio show. Anitta pediu o básico: se é reality musical, que se escute quem está cantando.
A cantora também criticou os figurinos do grupo, formado por Yudchi, Filgueira, Gabriel Nandes e Álec. Para ela, os looks poderiam ter mais cor e conversar melhor com o clima solar da faixa escolhida.
Eu peguei a caneta de volta e escrevi uma nota ao lado de um horário: “cor, voz e presença”. Porque Anitta não estava pedindo um desfile de escola de samba nem uma mesa de som da NASA. Ela só apontou que música dançante precisa parecer viva — no ouvido e nos olhos.
O comentário ganhou repercussão justamente porque foi feito em transmissão ao vivo. Não houve rodeio, elogio protocolar nem aquela crítica que começa com “amei tudo, mas”. A cantora viu o problema, falou do problema e seguiu a pauta. É o tipo de sinceridade que faz qualquer diretor procurar o ponto eletrônico.

Anitta tem experiência de palco, produção musical, figurino e construção de imagem, então sua avaliação não veio de um lugar aleatório. Ela apontou questões técnicas e estéticas que, na visão dela, poderiam deixar a apresentação mais forte para o público de casa.
Eu fechei a tela e guardei as folhas na bolsa. A lição ficou clara: quando Anitta senta na cadeira de conselheira, não adianta chegar só com coreografia ensaiada. Tem que trazer microfone ligado, roupa com intenção e coragem para encarar uma artista que sabe quando o brilho está vindo do lugar errado.