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Kátia Flávia
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Ancelotti admite erro na Copa e concorda com aposentadoria de Neymar na Seleção: “Fim da geração”

Técnico da Seleção Brasileira apontou falha na preparação do camisa 10, respeitou o possível adeus e disse que o Brasil precisa abrir espaço para uma nova geração

Kátia Flávia

30/07/2026 10h16

Carlo Ancelotti apontou que Neymar poderia ter chegado melhor preparado ao início da Copa

Carlo Ancelotti apontou que Neymar poderia ter chegado melhor preparado ao início da Copa

Carlo Ancelotti tratou a possível despedida de Neymar da Seleção Brasileira como sinal de fim de ciclo e fez uma crítica direta à preparação do jogador na Copa do Mundo. Para o técnico, o camisa 10 poderia ter chegado em melhores condições ao início do torneio. “Podia estar melhor no primeiro jogo e não no quarto jogo”, afirmou.

Entrei no MACE, Museu de Arte Contemporânea de Eivissa, procurando uma sala mais fresca que as muralhas de Dalt Vila, e dei de cara com essa declaração. Neymar virou instalação de fim de ciclo: todo mundo observa, comenta, discute o que significou, mas ninguém parece saber direito como desmontar a peça sem deixar um vazio na parede.

Ancelotti disse respeitar o que Neymar declarou recentemente sobre não querer mais defender a Seleção, mas deixou claro que a equipe precisa seguir adiante. “Uma geração se acaba e a outra tem que vir, tem que ser melhor que a última”, afirmou em entrevista à ESPN.

A fala mais incômoda veio quando o treinador avaliou a participação de Neymar no Mundial. “A única coisa que me incomodou é que o Neymar podia treinar nesse período, preparar-se melhor”, disse. Ancelotti ponderou que, depois disso, a postura do atleta foi “perfeita”: ele teria treinado bem, focado na recuperação e ajudado os companheiros.

Mesmo assim, a crítica tem peso. O técnico não disse que Neymar derrubou a Seleção, mas reconheceu que ele não estava no ponto ideal quando a Copa do Mundo começou. Para um jogador que sempre carrega a expectativa de salvar o Brasil com uma jogada, chegar pronto apenas no quarto jogo é uma conta cara demais.

Ancelotti incluiu Neymar, Casemiro, Danilo e Alex Sandro entre os veteranos que podem encerrar o ciclo. Marquinhos ainda aparece como possível ponte com os mais jovens, enquanto a comissão técnica já mira a Copa América de 2028 como primeiro grande teste da reconstrução.

Passei devagar pelas obras do museu, com a garrafa de água com gás escondida na bolsa e a certeza de que toda transição dói. Neymar ainda é um nome gigante, mas Ancelotti acabou de avisar que nome não garante cadeira cativa. Para ficar, vai ter de chegar pronto antes do apito inicial.

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