Eu estava numa varanda em Bari, com o sol da Puglia aquecendo minha xícara e o Globoplay aberto no tablet, quando Ana Paula Renault entrou no Mais Você e fez o programa inteiro mudar de temperatura. Nada de treta, nada de bordão, nada do que a internet esperava. O que apareceu na tela foi uma mulher carregando um luto que ela mesma disse, com todas as letras, que ainda não consegue entender.
Ana Paula foi ao café com Ana Maria, que ela conhece há dez anos, e falou que não conceberia estar ali numa agenda tão movimentada se não fosse por isso: que estar presente, se movimentando, pode estar ajudando ela e a família inteira a enfrentar o que sentem desde a morte do pai. Ela disse que a força que tem vem de uma união que só pai e mãe constroem. Que família é o esteio, é o chão, e que sem essa base, você desanda em tudo o mais.



Ana Maria ouviu, segurou, e disse a ela que representa todas as irmãs naquele momento, que a família vai continuar honrando o que o pai e a mãe ensinaram. E Ana Paula respondeu com uma serenidade que dói de assistir: que tanto o pai quanto a mãe ensinaram a respeitar o que cada um pensa, a escutar, a aprender com o outro, a evoluir junto, independentemente da idade.
Não há bastidor digital que dê conta dessa conversa. O que ficou não foi clipe, não foi print, foi uma mulher dizendo ao vivo que ainda não consegue processar a própria dor, e outra mulher, que já perdeu muito, sentada do outro lado da mesa sabendo exatamente o peso disso.
Aqui em Bari, com o Adriático lá fora e o café esfriando, eu só conseguia pensar: tem dias que o jornalismo de entretenimento para. E hoje foi um desses dias.
Confira o vídeo: