A Kátia estava no banco de trás voltando ao Cosme Velho, o celular na mão e a cabeça ainda no almoço que havia se estendido pelos cafezinhos de sobremesa, quando a mensagem chegou com tudo. Uma fonte dos bastidores da Globo avisou que a novela das nove estava escondendo dois nomes pesados para a reta final, e que a revelação ainda não havia explodido nas páginas de fofoca. A coluna pediu ao motorista mais cinco minutos de sinal fechado para absorver o babado.
Segundo informação da colunista Anna Luiza Santiago no jornal O Globo, Ana Beatriz Nogueira entra em Três Graças como a juíza responsável pelo julgamento de Gerluce, vivida por Sophie Charlotte, e de seus cúmplices no roubo da estátua, que inclui Joaquim de Marcos Palmeira e o Misael de Belo. Leopoldo Pacheco completa a cena como o promotor que vai tentar provar o esquema de desvio milionário, enquanto Zenilda, de Andréia Horta, surge como peça decisiva ao mostrar à Justiça que o dinheiro roubado foi para as vítimas dos remédios falsificados de Ferette, o personagem de Murilo Benício. Em paralelo, o casamento de Juquinha, de Gabriela Medvedovsky, com Lorena, de Alanis Guillen, vai contar com Crô de Marcelo Serrado e Michelângelo de Luiz Fernando Guimarães entre os convidados, garantindo que o final da novela entregue tribunal e festa no mesmo pacote.

O que a Kátia não deixou passar é que Leopoldo Pacheco já inaugurou esse costume de aparecer em finais de novela da Globo. Em outubro de 2025, ele surgiu nas cenas derradeiras do remake de Vale Tudo como Carvana, o fazendeiro rico do agronegócio que Maria de Fátima, interpretada por Bella Campos, pescou na padaria e usou para retomar a vida de alpinista social que nunca abandonou de verdade. A participação rendeu manchete, dividiu o público e ficou na memória. Agora, menos de sete meses depois, o mesmo ator está no encerramento de Três Graças, desta vez trocando o chapéu de boiadeiro pela beca de promotor. Dois finais de novela seguidos, duas emissões diferentes, mesma fórmula de chegar na hora certa.
Nas redes, a notícia repercutiu bem entre os fãs da novela das nove, que já vinham pedindo um desfecho à altura para a trama de Gerluce. A chegada de Ana Beatriz Nogueira como juíza foi especialmente celebrada, porque a atriz carrega o tipo de autoridade cênica que dá peso a qualquer cena de tribunal. Sophie Charlotte, por sua vez, já havia adiantado ao O Globo que representa o polo oposto ao da personagem na maternidade, e que a base da Gerluce está nas filhas, não numa estrutura de amparo fácil. A entrevista circulou entre os seguidores da novela e reaqueceu o carinho pelo núcleo central da trama.
A Kátia desceu do carro na frente de casa com a teoria formada: a Globo descobriu que Leopoldo Pacheco é o ator-talismã dos finais, aquele que chega sem avisar, entrega a cena e vai embora antes do crédito final. O homem virou o curinga da emissora para quando a história precisa de um rosto que o público reconhece mas ainda não está cansado de ver.