Estava chegando ao Cosme Velho no meu táxi, mala ainda no porta-malas, quando meu celular já tinha a declaração completa. Não o murro, esse o Brasil já sabia. O que estava chegando era a explicação, e ela é melhor que o próprio episódio.
Em exclusiva ao portal LeoDias, Aline Mineiro disse sem pestanejar que não se arrepende de ter ido às vias de fato com Mayara Cardoso na coletiva de imprensa em São Paulo. A justificativa veio embalada numa frase que vai circular por dias: “Eu não tive sangue de barata, nem sou espiritualizada o suficiente para aqui fora deixar isso pra lá. Digamos que isso foi só um acerto de contas.”

O argumento dela é que Mayara “tentou me matar no programa e foi expulsa” durante as gravações do confinamento, e que o público vai entender a gravidade da situação quando os episódios forem ao ar. Ou seja: o murro tinha contexto, o contexto ainda não foi exibido, e ela adiantou o resultado antes da estreia.
Entrando em casa com essa declaração na cabeça, o que me chama atenção é a estratégia embutida nisso tudo. Aline não pediu desculpa, não disse que perdeu o controle, não culpou o calor do momento. Ela nomeou o episódio de “acerto de contas” e apostou na exibição do programa para validar a conta. É muita confiança no material gravado, ou muita disposição para continuar a briga. Pode ser os dois.
