Estava aqui no Cosme Velho quando chegou um e-mail que me fez parar tudo. Quinze anos. O menino tem quinze anos e já está com o capacete na F4 Brasil e um pé na Europa. Abri o perfil, vi o histórico, e fiquei pensando: enquanto a maioria dos adolescentes está decidindo qual série maratonar no fim de semana, Alexandre Louza está escolhendo qual autódromo dominar a seguir.
O goiano de Goiânia chega à Fórmula 4 Brasil com a bagagem de quem rodou em diferentes carros e pistas pelo mundo antes mesmo de poder tirar carteira de motorista. Pela TMG Racing, vai mostrar do que é capaz já em maio, no Autódromo Internacional de Goiânia, na terra dele, o que para um piloto de 15 anos é pressão e privilégio ao mesmo tempo.


Mas a temporada 2026 do Alexandre não cabe numa categoria só. Em paralelo à F4 Brasil, ele disputa o F4 CEZ Championship pela Cram Motorsport, competição europeia organizada pela Federação da República Tcheca de Automobilismo que vai de abril a outubro. Dois campeonatos, dois continentes, um calendário que cansa só de ler e que exige de um adolescente uma maturidade que muitos adultos não têm dentro de um cockpit.
Por trás dessa trajetória acelerada está o trabalho do coach João Rosate, nome que aparece ao lado de Alexandre como peça central no desenvolvimento técnico e mental do piloto. Progressão desse ritmo não acontece por acaso: acontece com método, estrutura e alguém que sabe transformar talento bruto em resultado consistente dentro da pista.
Alexandre Louza ainda está construindo a história, mas o capítulo de 2026 já tem endereço certo: Goiânia em maio, Europa logo depois e um nome goiano que a Fórmula 4 vai aprender a pronunciar com respeito.