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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Agente de saúde é chamada de macaca por paciente em clínica da família do RJ

Kátia Flávia

02/03/2024 17h00

A agente de saúde disse que o homem repetia ofensas na frente de um policial militar. O caso ocorreu em Ramos, zona norte do Rio.

Que horror,meu Deus! Olhem só o que aconteceu com uma agente de saúde de uma clínica da família em Ramos, na Zona Norte do Rio. Ela denunciou um paciente por racismo depois que ele a chamou de “macaca” e se referiu a uma outra funcionária como “escurinha”. O ocorrido aconteceu nesta quinta-feira (29) e foi registrado na Polícia Civil.

Simone Dias contou que o idoso apontou para uma atendente dizendo que ela era “escurinha” e, depois que a mulher explicou que o termo correto era “negra”, o paciente se exaltou.

“Foi um papo longo, eu expliquei que ela era negra. Ele disse assim: ‘É, mas eu não ‘tô’ nem chamando ela de macaca, sua babaca’. Foi aí que eu disse que não atenderia ele mais. Ele alterou o tom de voz e repetiu inúmeras vezes que ela era escurinha. Até que em um determinado momento, ele começou a me chamar de macaca”, relembra ela.

O caso aconteceu no interior da Clínica da Família Maria Cristina Roma Paugarten, que fica na rua Joaquim Gomes, em Ramos. Segundo o portal G1, a agente de saúde disse que ainda está muito abalada com a situação e que mal conseguiu trabalhar direito nesta sexta-feira (1º).

“A população que estava lá ainda me defendeu, disse que ele estava errado. Liguei 190 e ele debochou, me chamou de louca, disse que não era racista. Ele ainda repetiu isso para o policial que atendeu”, relata Simone.

Na delegacia, o caso foi registrado apenas como injúria. Ao ser questionada pelo G1, a Polícia Civil disse que: “os envolvidos prestaram depoimento e não foi constatada injúria qualificada, de conotação racial”.

Mesmo com a agente de saúde dizendo que o homem repetiu diversas vezes as ofensas, inclusive, na frente de um policial militar. O autor foi autuado por injúria racial e assim o caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim)”.

Já a Secretaria Municipal de Saúde do RJ disse que “repudia veementemente atos racistas, e trabalha diariamente pela adoção de práticas antirracistas em todas as unidades de Saúde”.

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