Meu telefone apitou antes mesmo de o café terminar de passar aqui no Cosme Velho. Fui ler o que vem por aí em Quem Ama Cuida e parei numa frase: Adriana vai olhar para Ademir e sugerir que foi ele quem matou Arthur. Gente. Agora nós estamos falando a minha língua.
Adriana chega ao escritório dele depois de descobrir que Ademir foi até sua casa e que Elisa acabou passando mal. A fisioterapeuta não entra ali para conversar bonitinho. Ela cobra o advogado pelas acusações de assédio que pesam contra ele e não recua nem quando Ademir parte para ataques pessoais e ameaças.
E então vem a bomba. Ademir fala em recuperar a própria reputação caso consiga ser inocentado no recurso ligado ao caso de Suely. Adriana devolve com uma suspeita devastadora: talvez a obsessão dele em condená-la não tenha relação apenas com os interesses da família Brandão.

Segundo Adriana, Ademir precisaria encontrar alguém para levar a culpa por um crime que ele próprio teria cometido: o assassinato de Arthur. É uma acusação da personagem, atenção. A cena não confirma que Ademir seja o assassino.
Mas a reação dele interessa. E muito. Ademir fica visivelmente abalado e manda Adriana sair imediatamente do escritório. Ah, meu querido… mexeu onde doeu?

Antes desse confronto, Ademir já terá provocado outra confusão na casa da rival. Ele aparece procurando Adriana, encontra Elisa sozinha, ignora o pedido para ir embora e permanece na sala enquanto ela passa mal. Otoniel e Mau Mau chegam, encontram Elisa com falta de ar e responsabilizam Ademir pela situação. Depois, levam a mulher ao hospital.
É justamente ao saber o que aconteceu com a mãe que Adriana parte para cima dele. E aqui eu abandono qualquer pretensão de neutralidade noveleira: vai, Adriana! Mocinha acuada é uma coisa. Mocinha acuada que entra no escritório do algoz e aponta o dedo na cara dele é outra completamente diferente.
Agora a novela colocou uma pergunta enorme na mesa: Ademir matou Arthur ou Adriana finalmente encontrou o ponto capaz de desmontá-lo? Eu já estou agarrada ao sofá. E o Otávio que lute.