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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Adolescente é vítima de assédio sexual em ônibus na zona sul do Rio 

A jovem gravou um vídeo mostrando o homem se masturbando ao seu lado no coletivo e publicou nas redes sociais. 

Kátia Flávia

12/03/2026 13h30

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Vídeo passou de 700 mil visualizações nas redes sociais, onde o homem foi identificado como aluno e funcionário da PUC-Rio. (Foto: Reprodução/G1)

Meus amores, estou aqui voltando para casa após um intenso treino com a minha personal na academia do bairro, quando vejo o meu grupo de fofoqueiras do Leblon completamente enlouquecido com um vídeo de uma menina que foi assediada em ônibus aqui da zona sul do Rio. 

A jovem disse que sofreu assédio sexual dentro do ônibus 565 (Tanque x Gávea), na manhã desta terça-feira (11). Ela gravou um vídeo mostrando o homem se masturbando ao seu lado  no coletivo e publicou nas redes sociais horas depois. Em menos de uma hora, a publicação já havia ultrapassado 700 mil visualizações. 

Segundo ela, o homem entrou no ônibus na altura da Rocinha, sentou-se ao lado dela e começou a se tocar enquanto a encarava. “Ele estava se masturbando e me olhando fixamente. Imediatamente, gravei o momento e desci do ônibus na passarela da Barra”, disse. 

Alguns internautas identificaram o homem como aluno da PUC-Rio. A universidade emitiu uma nota afirmando que ele foi reconhecido por outros estudantes e que, caso seja confirmado o vínculo, serão tomadas “medidas cabíveis”. 

“A PUC-Rio condena todo e qualquer tipo de assédio e se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”, declarou a instituição. 

A jovem relatou que, por volta das 18h30, estava na delegacia registrando a ocorrência. Anteriormente, a Polícia Civil afirmou que não havia boletim de ocorrência sobre o caso. Ela explicou que ficou com medo de sofrer represálias e apenas publicou o vídeo mais tarde, após apoio das amigas. 

“Eu me desesperei, parece que ele estava gostando de eu ter visto. Levantei para sair logo daquela situação e ele ficou me chamando, falando para eu não descer. Saí correndo para pegar outro ônibus com medo de ele vir atrás de mim”, disse. 

A adolescente enfatizou que estava sozinha no momento da abordagem, com uniforme escolar, e se sentiu intimidada. “Foi questão de minutos para ele sentar e começar a se tocar do meu lado. É revoltante que não estamos seguras em lugar nenhum”, escreveu no post. 

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