O telefone tocou no meio da manhã e quem contou nem terminou a frase direito de tão afobada. Ademir entrou no quarto pronto pra confrontar Dora e caiu de cara numa cena que não cabia na cabeça dele. Peito apertou, mão foi pro rosto, o mundo girou.
Tudo começou com Adriana bolando o flagra como despedida envenenada contra o advogado que a condenou pela morte de Arthur. A vingança funcionou até demais. Ademir descobriu Dora na cama com André, o próprio sobrinho, e a palavra que ele gritou foi traição, no dobro.

André não recuou. Disse que ama Dora, que a respeita, e isso foi gasolina pura na fogueira. Ademir partiu pra cima e desceu a mão, o soco selando a cena que a novela guardou pro capítulo seguinte.
O detalhe que ninguém comenta é a coragem do casal em corrigir Ademir na hora H. Ele gritou “minha mulher” e os dois, juntos, devolveram “ex-mulher”. Frieza de quem já tinha decidido virar a página havia tempo.

André brilhou por assumir o sentimento sem se esconder, mesmo sabendo do preço. Ademir passou vergonha duas vezes, primeiro pela traição que não viu vindo, depois pela violência que não soube segurar. Adriana, de fora, deve estar rindo sozinha do resultado do próprio plano.
Aposta aqui é que o soco não fecha a história, só inflama. Ademir vai precisar engolir o orgulho ferido e Dora não deve pedir desculpa por amar de novo. Capítulo de quarta promete climão nos bastidores e audiência lá em cima.