Jojo Todynho, apoiadora declarada de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial, pediu reconciliação entre eleitores depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo nas redes sociais, a cantora reconheceu o resultado das urnas e condenou as brigas motivadas por política.
Eu estava lavando as frutas da Cobal quando Jojo apareceu com uma dose de realidade que muita gente precisa tomar antes do almoço: “Pega o seu telefone, liga para aquela pessoa que vocês brigaram por política, sem necessidade”. E ela não está errada, minhas filhas.

A campeã de A Fazenda lembrou que a vida continua para todos depois da eleição. “Está todo mundo de pé desde as cinco da manhã indo agilizar sua vida. Cabeça erguida sempre, sem desanimar. Não adianta querer se matar, faltar com respeito. Acabou”, declarou.
Eu deixei as frutas escorrendo e fiquei olhando para essa palavra: acabou. Porque campanha termina, urna fecha, mas boleto, trabalho, família e a vida real continuam abertos na segunda-feira. Quem transforma divergência eleitoral em guerra permanente só se condena a morar numa ressaca que não passa.
Jojo disse que preferia outro resultado, mas aceitou a decisão da maioria. “Isso se chama democracia. O povo fez uma escolha”, afirmou, antes de desejar que o novo mandato de Lula seja positivo para o país.
A cantora apoiou Flávio Bolsonaro durante a disputa e, em outros momentos, assumiu ser uma “mulher preta de direita”. Eu não preciso concordar com as posições dela para reconhecer que, desta vez, Jojo fez o contrário de muito político profissional: perdeu sem incendiar o país.
E a musa ainda tratou de carimbar a virada de página com a pergunta que realmente importa para o Brasil emocional: “Já posso montar minha árvore de Natal?”. Minha gente, depois de tanta gritaria eleitoral, uma pessoa querendo decorar a sala em outubro é praticamente um tratado de paz.

Eu guardei as frutas e assinei embaixo: o país precisa discutir política, sim, mas sem transformar cada almoço de família num tribunal. Jojo escolheu Flávio, Lula venceu, e agora o recado dela é simples: respeito, trabalho e, para quem quiser, árvore de Natal.