Entre os trulli de Alberobello, com a VPN no horário do Brasil e o coração disparado, a colunista viveu dois capítulos de A Nobreza do Amor que entregaram tudo que a noveleira raiz sonha: mocinha vencendo, vilã desmascarada e beijo no final. Tudo isso em quarenta e oito horas. A Itália pode esperar.
Lúcia prometeu vestido em tempo recorde, Eugênia hesitou, mas entrou no concurso com a peça nos ombros e venceu. Graça tinha sabotado o trabalho da costureira, e mesmo assim a roupa fez sucesso entre os jornalistas presentes. Casemiro descobriu a sabotagem e repreendeu a esposa na frente de todo mundo, que foi um dos momentos mais deliciosos da semana. No capítulo seguinte, Virgínia se enfureceu com a derrota, Graça entrou no time da vingança, e as duas firmaram aliança contra Lúcia. Enquanto isso, Tonho se declarou de novo e o beijo aconteceu.

Nas redes, a cena do beijo de Tonho e Lúcia dominou os comentários com direito a “finalmente” em maiúsculo e GIF em loop. O vestido sabotado que venceu mesmo assim virou símbolo instantâneo, com o público comparando Lúcia à melhor tradição das costureiras heroínas da teledramaturgia brasileira. Casemiro repreendendo Graça rendeu meme de “homem que enxerga a vilã dentro de casa”, categoria rara e celebrada.

A sabotagem que fracassou é o pior pesadelo de vilã: além de não funcionar, expõe quem executou. Graça perdeu a cobertura do marido e ainda acumulou inimiga declarada. Virgínia com raiva e Graça desmascarada formam dupla perigosa, mas é a dupla mais burra da trama, porque atacar Lúcia até agora só fez a mocinha crescer. Tonho beijando Lúcia depois de Casemiro incentivá-lo é o arco masculino funcionando como deve: homem que ouve conselho bom e age.
Virgínia e Graça podem jurar vingança à vontade. Lúcia entrou no concurso com vestido sabotado e saiu campeã. O Brasil inteiro sabe como essa história termina para as vilãs, e A Nobreza do Amor está contando com precisão o tempo certo para a queda delas.