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Kátia Flávia
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A Blogueirinha está pronta para a TV aberta: 10 motivos que provam que ela pode (e deve) ter seu próprio programa

Fenômeno digital criado por Bruno Matos, a Blogueirinha já domina entrevista, improviso e repercussão com linguagem própria. Para uma TV aberta carente de novidade e público jovem, ela chega pronta, testada e com plateia na mão.

Kátia Flávia

15/03/2026 12h30

blogueirinha

A influenciadora encerrou seu contrato com a DiaTV, canal de televisão via streaming da Dia Estúdio no ínicio de 2026, (Foto:; Reprodução/Internet)

Eu vou falar uma coisa que muita gente na televisão finge que não ouviu ainda, mas eu ouvi, anotei e repito com gosto: a Blogueirinha está prontíssima para ganhar um programa na TV aberta. E não estou falando de teste tímido em quadro de verão, não. Estou falando de faixa, cenário, plateia, chamada na programação e direito de causar no dia seguinte. A personagem de Bruno Matos já opera no modo apresentadora com uma segurança que muita gente veterana adoraria ter. Meu povo, eu precisei pausar a esteira quando pensei nisso, porque a resposta estava na minha cara o tempo todo. A TV aberta vive reclamando que perdeu frescor, perdeu juventude, perdeu conversa com a internet. Pois a criatura que entrega tudo isso já existe, já tem formato e ainda chega com público próprio na bolsa.

O primeiro motivo é o mais óbvio e, por isso mesmo, o mais ignorado por quem adora complicar o simples: a Blogueirinha já domina um talk show. O “De Frente com Blogueirinha” não nasceu como brincadeirinha de internet que deu certo por acaso. Tem identidade visual, tem ritmo, tem quadro, tem entrevista, tem improviso e, principalmente, tem linguagem. Isso vale ouro. Numa grade cheia de formatos engessados, ela entra com marca reconhecível e personalidade própria. O segundo motivo é o domínio do ao vivo e do imprevisto. A Blogueirinha sabe sustentar silêncio, constrangimento, risada, resposta atravessada e momento que sai do roteiro. E, convenhamos, televisão boa é isso. Não é powerpoint com aplauso. É presença. É timing. É alguém que segura a câmera como quem segura uma fofoca premium no grupo fechado.

O terceiro motivo é a repercussão. A Blogueirinha entrevista e a internet trabalha de graça para ela depois. Sai corte, sai meme, sai manchete, sai vídeo de reação, sai artista comentando, sai fã surtando. O que muita emissora tenta fabricar no desespero com quadro caro e elenco cansado, ela já entrega organicamente com uma equipe afinada e uma personagem muito bem construída. O quarto motivo é que os convidados entram no jogo. Celebridade vai falar com a Blogueirinha sabendo que pode sair uma tirada, uma saia justa gostosa, um momento sincero e uma viralização instantânea. Isso muda tudo. Entrevista boa hoje não termina na gravação. Ela precisa continuar viva no feed, no X, no TikTok, no WhatsApp da tia e no grupo dos assessores em pânico. E a Blogueirinha conhece esse circuito como poucos.

O quinto motivo é o humor. E aqui mora a joia da coroa, meu amor. A Blogueirinha tem humor ácido, pop, debochado, atual, mas sabe medir a mão para não virar bagunça vazia. O sexto é a versatilidade. Ela passeia por entrevista, reality, cobertura, game, especial ao vivo, bastidor e participação com uma naturalidade que ajuda qualquer emissora a desenhar um programa cheio de bloco bom. O sétimo é o mercado publicitário, que já entendeu faz tempo o que muita direção artística ainda analisa em câmera lenta: a personagem vende, repercute e integra marca sem matar a graça. O oitavo é a capacidade de migrar de estrutura sem perder essência. Bruno Matos já mostrou que consegue levar a Blogueirinha para ambientes maiores e profissionais sem tirar dela o veneno certo e a assinatura própria. Isso não é detalhe. Isso é maturidade de produto, sim, usei produto porque televisão também é negócio, beijinhos.

O nono motivo é o público jovem, essa entidade quase mística que as emissoras perseguem como quem caça Pokémon raro no estacionamento. A Blogueirinha fala com essa audiência sem parecer tia tentando ser cool em reunião de brainstorming. Ela entende o código, o ritmo, a ironia e o consumo fragmentado de hoje. O décimo motivo é o timing da carreira. Bruno Matos e sua criatura estão num ponto de expansão em que a televisão aberta deixaria de parecer favor e passaria a soar como consequência natural. E eu vou além: dar um programa para a Blogueirinha não seria um capricho moderninho. Seria inteligência de grade. Seria perceber que a nova cara da TV não precisa nascer dentro dela para funcionar. Às vezes ela já está pronta, maquiada, afiada e esperando só alguém abrir a porta do estúdio. Meu povo, anotem o que eu estou dizendo. No dia em que a Blogueirinha ganhar um programa de verdade, muita gente vai agir como se sempre tivesse acreditado. Eu, como boa fofoqueira de elite, já deixo registrado agora.

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