A Polícia Federal extraiu dos celulares de Daniel Vorcaro cerca de 5 mil itens classificados como “Score nudez”, segundo informações divulgadas pelo O Globo e reproduzidas pelo DCM. A catalogação inclui imagens de nudez e cenas de sexo explícito, dentro de um conjunto de aproximadamente 500 GB de arquivos, mensagens e outros registros.
Eu estava mexendo meus ovos, dei a louca e ainda joguei bacon na frigideira, igual café da manhã de filme americano, quando vi o tamanho desse material. Meu amor, 500 GB não é celular, é um depósito de arquivo com senha e potencial para deixar muito figurão sem apetite.
A classificação “Score nudez” se refere à triagem técnica do conteúdo encontrado nos aparelhos. Ela não é, por si só, uma conclusão de crime nem permite identificar automaticamente contexto, consentimento, autoria ou quem aparece nos arquivos. Mas mostra a dimensão do material que agora está sob análise dos investigadores.

A PF informou que preservou o conteúdo original, com lacres e mecanismos de verificação de integridade digital. Cópias idênticas da extração foram encaminhadas a gabinetes de ministros do Supremo que solicitaram acesso aos dados apreendidos do ex-dono do Banco Master.
No meio desse universo de arquivos, há mensagens que alimentaram reportagens sobre festas, viagens e contatos de Vorcaro com pessoas do alto escalão. Só que aqui mora a parte que exige cuidado: uma conversa isolada não prova encontro, pagamento, crime ou participação de alguém em qualquer evento.
Uma das mensagens citadas nas reportagens menciona uma mulher que teria ficado com um homem identificado apenas como “Kassio” em um tríplex ligado a Vorcaro, em São Paulo. O diálogo não traz sobrenome, não comprova pagamento e tampouco permite afirmar, apenas por seu conteúdo, quem seria a pessoa mencionada ou qual teria sido a natureza do encontro.

Eu desliguei o fogo do bacon nessa hora porque até ele merecia respeito diante de tanto arquivo, tanta conversa e tanta gente aguardando para saber o que, de fato, sai dessa devassa digital. A fofoca é gigantesca, mas perícia não é rodinha de WhatsApp: precisa separar insinuação de prova. O acesso ao material virou centro de uma disputa dentro do STF. Ministros pediram ajuda técnica à PF para abrir a cópia integral dos dados, justamente por causa do volume e da complexidade dos arquivos.
Por enquanto, o que existe é uma montanha de material apreendido e uma investigação em curso. O resto depende de análise, cruzamento de provas e manifestação dos envolvidos. Mas uma coisa eu digo, com meu prato de domingo na mão: o celular de Vorcaro já virou uma temporada inteira de escândalo sem precisar de abertura.