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JBr. reúne projetos literários que incentivam o consumo de livros escritos por mulheres

Arquivo Geral

07/03/2018 7h00

Amanhã, Dia Internacional da Mulher, acontece o próximo encontro do Leia Mulheres. Foto: Divulgação

Beatriz Castilho
cultura@grupojbr.com

A escrita é um exercício de direito à palavra. A leitura, um direito à reflexão. Dois projetos de leitura realizados na capital fortalecem o incentivo às duas ações. EscritorasDF é formado por oito autoras que promovem a literatura de criação feminina por meio de eventos, debates e grupos de estudo. Já Leia Mulheres explora discussões em reuniões periódicas para auxiliar a manutenção do hábito de leitura de livros redigidos por mulheres.

Leia Mulheres surgiu no Brasil em fevereiro de 2015, em São Paulo, inspirado na campanha #readwomen2014, da britânica Joanna Walsh. Sete meses depois, o projeto desembarcou na capital federal com discussão do livro Cinderela Chinesa, de Adeline Yen Mah.

Atualmente, o grupo conta com as jornalistas Maria Clara Oliveira e Mariana de Ávila na coordenação dos eventos em Brasília. “A ideia é incentivar a leitura de mais escritoras. Infelizmente, o mercado editorial é restrito e as mulheres não possuem tanta visibilidade”, lamenta Mariana.

As discussões acontecem mensalmente e são abertas ao público; homens também podem participar. A escolha dos livros é feita com dois meses de antecedência, a partir de votações realizadas nos encontros, e a única exigência é que sejam escritos por mulheres. “Um livro, mesmo que de ficção, carrega muito da realidade de quem o escreve, de sua forma de ver o mundo; para quem lê, é uma oportunidade de ter contato com outras culturas”, ressalta Maria Clara.

Amanhã, no Dia Internacional da Mulher, acontece o próximo encontro do coletivo Leia Mulheres, na Livraria Visconde (405 Sul). Às 20h, as 312 páginas sobre a fuga de Yeonmi Park da Coreia do Norte serão protagonistas da conversa. Em abril, a reunião acontece no mesmo local, ainda sem data definida. O livro escolhido é Frankenstein, da escritora Mary Shelley.

Produção candanga

Em março de 2016, o grupo EscritorasDF surgiu após uma campanha nas redes sociais que incentivava mulheres a protagonizar histórias (reais ou literárias). Com intuito de fortalecer a produção de produtos escritos por mulheres brasilienses, a organização promove eventos, debates, grupos de estudo e divulgação de trabalhos.

A servidora pública Patrícia Baikal, uma das oito integrantes do grupo, conta que a iniciativa vai além disso. “É um projeto que empodera as mulheres. Como leitoras e escritoras, as mulheres têm maiores chances de mudarem sua realidade”. A equipe é formada ainda por Bárbara Morais, Denise Barbosa, Elaine Elesbão, Luana Barros, Marina Oliveira, Taty Azevedo e Sinélia Peixoto, todas escritoras da capital.

A maior dificuldade do grupo é custear as produções, conta Patrícia. “Não temos patrocínio, é muito difícil achar uma editora que ajude. Nós que pagamos nossos projetos”. Apesar disso, a escritora afirma que o cenário artístico local tem melhorado. “Acho que o DF está cada vez mais diversificado na produção de arte e, assim, as mulheres estão tendo mais opções de consumo”, celebra.

Mulheres de Brasília em cartaz

Também em comemoração à Semana da Mulher, hoje, às 19h30, tem sessão especial do projeto Brasília em Plano Aberto, no CCBB, com quatro filmes brasilienses dirigidos por mulheres. Cineasta convidada da sessão, Adriana Vasconcelos exibirá o curta-metragem Fragmentos, que conta a história de Sônia, uma garota de oito anos, que enfrenta o fim do casamento de seus pais, em pleno período de ditadura militar. O segundo curta da noite, Angélica Acorrentada, de Anna Karina de Carvalho, narra a história de uma mulher aristocrática que recebe um casarão de herança. O terceiro, Não É Pressa, É Saudade, de Camila Shinoda, mistura documentário e ficção para retratar encontro real de um brasiliense com uma pernambucana. O curta que encerra a sessão, Requília, de Renata Diniz, narra os dias de um garotinho de 7 anos que pega o ônibus para a escola com a sua babá. Entrada franca mediante retirada de ingressos a partir de 1 hora antes do início da sessão, somente na bilheteria do CCBB. Não recomendado para menores de 16 anos.

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