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Homenagem: Ayrton Senna ganha as telonas

Arquivo Geral

01/05/2018 9h14

Divulgação

Da Redação, com agências
cultura@grupojbr.com

No dia 1º de maio de 1994 morria, após bater contra o muro de uma curva, aquele que foi, para muitos, o maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. Para homenagear o ídolo mundial, ganha às telonas, hoje, no aniversário de 24 anos de sua morte o espetáculo Ayrton Senna, O Musical, que leva o espectador para dentro do carro do lendário piloto brasileiro (1960-1994). Cheia de acrobacias e efeitos visuais, a montagem reconta a trajetória vitoriosa do tricampeão mundial de Fórmula 1 e ainda imagina o que poderia ter passado por sua mente nas suas últimas cinco voltas do Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália.

Os fãs de todo o País poderão se emocionar e reacender a lembrança do piloto em uma ação especial que contou com apoio da família Senna, chegará a mais de 70 cidades, incluindo Brasília. Para transformar um espetáculo de teatro em cenas de dança, música e circo, em um filme para o cinema foram utilizados drones, gruas e até mesmo efeitos de slowmotion.

O diretor, Renato Rocha, analisa o espetáculo como diferente dos musicais em geral. “Estamos juntando teatro com circo, dança com música. Vamos mostrar as memórias do Ayrton, as lembranças dele na corrida final, passando por fases de sua vida”, diz.

Na dinâmica da peça, Senna aparece em duas frentes: na fase jovem, Beco, seu apelido na infância, é interpretado por João Vitor Silva, que evidencia um garoto paulistano que trabalha com a família e tem o sonho de virar piloto. Na segunda, o piloto já vitorioso vivido por Hugo Bonemer revela seus medos, angústias, felicidades e maiores alegrias.

“Quando ele morreu, eu tinha seis anos. Então, acompanhei mais o que veio depois do acidente. Entendi os motivos que fizeram dele um herói nacional”, conta Bonemer, parente do apresentador do Jornal Nacional, William Bonner.

A peça é uma superprodução e conta com 26 atores. Os produtores musicais Claudio Lins e Cristiano Gualda criaram músicas para o espetáculo. Também são utilizados sucessos, como Chove Chuva, de Jorge Benjor – Senna era especialista em pistas molhadas – e, claro, Tema da Vitória, instrumental feita pelo maestro Eduardo Souto Neto e marca de Senna. “As canções têm uma agressividade nos arranjos para simbolizar a radicalidade nas pistas. Outras são mais suaves para revelar um Ayrton fora da cabine de pilotagem”, diz Cristiano Stuginski, pianista.

“Não é uma biografia convencional. É um passeio pelas sensações dele. A gente mostra as angústias dos pais dele, que se preocupavam, e a felicidade de todo um povo que amava vê-lo em ação”, diz o produtor Cristiano Gualda. A morte fica para o fim. “As pessoas virão esperando por isso. Trataremos de forma respeitosa e emocionante”, diz o diretor.

Adrenalina

O musical une teatro e circo, já que é cheio de números aéreos que contam com acrobacias, cambalhotas e movimentos no ar. A ideia, segundo o diretor, Renato Rocha, é colocar os atores de propósito em risco. “O Senna sempre dizia que o limite dele era mais além. Ele olhava a vida pelo capacete a 300 km por hora. Então, a concepção do musical leva a adrenalina e esse risco em forma de acrobacias aéreas. Eles estão arriscando as vidas no palco, assim como Ayrton”.

Protagonista, o ator Hugo Bonemer também usa desse artifício, assim como seu parceiro de cena Victor Maia, que interpreta a sua consciência. Para fazer tudo da forma mais radical, eles têm ajuda de um professor e integrante da equipe do Cirque du Soleil.

Preparação

Para dar vida a Ayrton Senna, tanto na fase adulta quanto na mais jovem, Bonemer e João Vitor Silva, respectivamente, contam que tiveram muito apoio da mãe do piloto, Neide Senna. “Ela nunca gostou de dar entrevistas, mas conosco foi muito bacana e dedicada. Disse que poderíamos saber tudo da vida dele. Também vasculhei o Instituto Ayrton Senna de cima a baixo para buscar referências”, diz Bonemer.

Há no palco, ainda, questões profissionais, como a rivalidade com o francês Alain Prost, revista numa briga entre os dois.

Os relacionamentos amorosos, contudo, passam muito sutilmente pela trama. Relacionamentos famosos, como Adriane Galisteu e Xuxa, são todos resumidos em uma única figura, interpretada pela atriz Estrela Blanco. “Queríamos fazer um musical sobre o Senna, não sobre os relacionamentos dele”, justifica o diretor Renato Rocha.

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