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Gilberto Gil, Lélia Wanick Salgado e Sebastião Salgado se unem para incentivar reflorestamento

A ação busca falar sobre a importância da recuperação de áreas de floresta degradadas

Phillippe Watanabe
São Paulo, SP

Gilberto Gil está com a floresta na cabeça -de modo figurado, preocupado, e também literalmente no videoclipe de “Refloresta”, sua nova canção e o nome da campanha do Instituto Terra, de Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado. A ação busca falar sobre a importância da recuperação de áreas de floresta degradadas e foi lançada na noite deste domingo (21).

A sede do instituto de Salgado, fotógrafo que acompanha a situação ambiental do Brasil, é um exemplo vivo de iniciativa de recuperação de áreas desmatadas. O local, que costumava ser uma fazenda de gado quando foi adquirida pela família dele, estava degradada.

O local é a RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Fazenda Bulcão, área de mata atlântica próxima ao Vale do Rio Doce. As RPPNs são Unidades de Conservação em propriedades privadas.

No momento, a RPPN de pouco mais de 600 hectares tem cerca de 2,2 milhões de árvores plantadas. A partir de agora, com o auxílio do grupo segurador Zurich, a propriedade vai receber outro milhão de mudas -a maior parte produzida no viveiro do próprio instituto, com sementes colhidas no entorno da fazenda-, de 120 espécies da mata atlântica.

Segundo o instituto, 100 mil mudas já estão sendo plantadas desde novembro de 2020. Agora, entre novembro deste ano e fevereiro de 2022, o plano é plantar 140 mil árvores de 69 espécies.

O Instituto Terra afirma que cerca de 15 mil mudas foram obtidas de viveiros familiares locais.

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O período de 2021 a 2030 é considerado pela ONU como a Década da Restauração de Ecossistemas. A mata atlântica é o bioma mais devastado do país, e o desmatamento recentemente voltou a crescer na floresta. Restam somente cerca de 12% de suas matas originais.

O reflorestamento, incentivado pela campanha, é uma ação importante, mas não é simples ou com efeitos ecológicos imediatos e idênticos ao de florestas maduras. Então, enquanto isso, como diz a música de Gil, “manter em pé o que resta não basta”, então “o jeito é convencer quem devasta a respeitar a floresta”.

As informações são da FolhaPress

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