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Exposições de grandes nomes da arte se despedem da capital

Arquivo Geral

28/02/2018 7h00

Loucuras Anunciadas, de Goya, em cartaz na Caixa. Foto: Divulgação

Beatriz Castilho
cultura@grupojbr.com

O brasiliense tem poucos dias para conferir exposições de grandes nomes do cenário artístico mundial. Ficam em cartaz, até domingo, de graça, na Caixa Cultural (Setor Bancário Sul), das 9h às 21h, as mostras de Tomie Ohtake, Salvador Dalí e Francisco Goya. Cor e Corpo, Dalí – A Divina Comédia e Loucuras Anunciadas, apresentam, respectivamente, temas como corporeidade, inspiração literária e violência.

Retrospectiva da carreira de Ohtake, Cor e Corpo conta com 40 gravuras, cinco pinturas e três esculturas da artista, um dos maiores nomes da arte abstrata no Brasil. Gesto, cor e reinvenção são os três elementos nomeados pela curadora Carolina De Angelis para caracterizar as obras. “Essa exposição é um pequeno panorama do trabalho de Tomie, pontuando as características orgânicas das pinturas e trazendo esculturas, do corpo no espaço”, afirma Carolina.

Exposição reúne 48 obras de Tomie Ohtake até domingo. Foto: Divulgação

Tomie Ohtake, japonesa naturalizada brasileira, nasceu em 1913, em Quioto, Japão. Começou na arte aos 40 anos, já no Brasil, e durante décadas explorou diversas técnicas. A curadora explica que Tomie usava diferentes linguagens para transmitir noções de corpo, como o uso da cor, por exemplo. “Nos anos 1950 optava por tons terrosos, pretos e brancos. Aos poucos, quando sua obra passou a fazer um maior uso da geometria, abusou de vermelhos vibrantes, amarelos, azuis, roxos e verdes”.

Já Dalí explora a conexão entre a obra literária de Dante e o universo xilográfico de um dos maiores artistas surrealistas do mundo. A mostra apresenta obras de uma encomenda (depois cancelada) do governo italiano ao artista para comemorar 700 anos do nascimento de Dante Alighieri. “Dalí estava comprometido e decidiu continuar com o trabalho. O impacto visual das ilustrações proporciona uma compreensão inicial do poema”, afirma Rodolfo Athayde, curador da exibição. “Sugiro uma atenção especial às partes dedicadas ao Inferno e Purgatório, em que temos várias referências ao Dalí surrealista, com as clássicas imagens de objetos derretidos, muletas ou corpos com gavetas”, aconselha Rodolfo. A exposição engloba 100 obras que retratam um trabalho contrastante às obras mais conhecidas do espanhol.

Dalí – A Divina Comédia. Foto: Divulgação

Ainda na Caixa, Loucuras Anunciadas explora 20 gravuras de outro espanhol, Francisco de Goya. As peças em exibição são consideradas as mais “pesadas” de seu criador, por conter temas como violência, sexo e críticas às instituições e à sociedade. Com uma mistura de influências realistas e de fantasia, a mostra é formada apenas por gravuras.

Com um pouquinho mais de tempo, os bordados de Entre Rios – Entre Nós ficam em exibição até o dia 1º de abril, no Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios), das 9h às 17h30. Durante quatro anos, o grupo Matizes Dumont (formado por integrantes de uma família mineira) preparou painéis de bordado livre para discutir a importância da água em comunidades ribeirinhas.

O Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul) também oferece opções de mostras culturais. Para comemorar 100 anos de Athos Bulcão, 300 obras do artista ficam em exposição até 1º de abril. O acervo conta com peças inéditas.

Contraponto, em cartaz no Museu da República, foi prorrogada por mais um mês – a mostra pode ser visitada até 25 de março. Coleção de Sérgio Carvalho reúne trabalhos de mais de 30 artistas brasileiros, entre eles Antônio Obá, Berna Reale, Rodrigo Braga e Camila Soato.

Sem data para acabar

Exposições permanentes com entrada franca não podem ficar de lado. Também no CCBB, Acervos do Brasil conta mais de 70 obras de grandes artistas brasileiros, como Candido Portinari, Di Cavalcanti, Tomie Ohtake, Athos Bulcão, além de fragmentos da história da instituição. Já o Museu Vivo da História Candanga (Museu Vivo da História Candanga) disponibiliza Poeira, Lona e Concreto, uma mostra fixa sobre a construção e inauguração de Brasília. A apresentação pode ser visitada de segunda a sábado, das 9h às 17h.

Chegando

E para quem já está pensando nas próximas exposições, a Caixa Cultural recebe Além do Visível, Aquém do Intangível a partir de 14 de março. A mostra explora imagens corporais e temas íntimos criadas pelo baiano Fábio Magalhães. As obras são trabalhadas com técnicas de pintura sobre imagens fotográficas. Não recomendado para menores de 14 anos.

A partir de 28 de março, na Caixa, também é possível conferir a mostra Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos, com pinturas, desenhos e cerâmicas do artista pernambucano. Outra exposição bastante esperada é a retrospectiva com mais de 80 obras de Jean-Michel Basquiat, que ocupa o CCBB a partir de 21 de abril.

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