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Entrevista: Todas as cores de Preta Gil em novo álbum

Arquivo Geral

07/11/2017 7h00

Foto: Divulgação

Larissa Galli
cultura@grupojbr.com

Cores latinas e baianas. Cores do groove e do samba. Todas as Cores é o nome escolhido para o sexto trabalho da cantora Preta Gil, que celebra 15 anos de carreira. Depois de arrastar multidões em cima do trio Bloco da Preta, colocar todo mundo para dançar no Baile da Preta e percorrer o Brasil inteiro com a turnê Noite Preta, a cantora se descobriu de todas as cores. “Não vou me rotular (…) Meu estilo, na verdade, é meu público”. Em seu novo trabalho, a artista mistura ritmos e estilos musicais para agradar os fãs: gente de todas as classes, credos, cores e opiniões. O álbum conta com as participações mais que especiais da madrinha Gal Costa, da sertaneja Marilia Mendonça e de Pabllo Vittar. Em entrevista ao JBr., Preta destacou a mensagem principal do lançamento: “É um disco que fala sobre o amor, de todas as cores”.

Você compôs as músicas? Como foi o processo?

Eu convidei Renato de Azevedo (Batutinha) para produzir o disco. As músicas do CD têm um time grande de compositores: Seu Jorge, Leonardo Reis, Ana Carolina, Marilia Mendonça, entre outros.

Quais foram suas inspirações? Seu pai (Gilberto Gil) ainda te influencia muito?

A maior inspiração é se conhecer, se inspirar em si próprio. São 43 anos de vida e 15 de carreira. Meu coração sempre esteve (e está) aberto para a música. Minha inspiração vem de tudo que eu já escutei e vivi na vida. Como ser humano, meu pai me influencia sempre. Ele é um gênio em todos os aspectos. O que ele me ensina é a ter a cabeça aberta para a música e seus vários estilos musicais. Por causa dele eu não tenho preconceito com nenhum tipo de música, escuto de tudo um pouco. Ele me fez ter um amor profundo pela música e um grande respeito pela diversidade.

Por que Todas As Cores?

O nome veio no fim do trabalho. Percebemos que existia, de fato, uma diversidade musical muito grande. Olhamos para o disco e percebemos que ele tinha sonoridades de todas as cores.

O álbum tem várias participações especiais. Como tudo aconteceu?

Vá Se Benzer, por exemplo, tem a participação da minha madrinha Gal Costa, minha maior referência de cantora, desde criança. Foi com quem aprendi a amar o palco. (A música) É um pagodão bem ao estilo Carnaval de Salvador, e tem uma pressão por uma mensagem que me tocou muito, já me vi querendo mandar todo mundo se benzer e melhorar. Não Me Testa tem a participação de Marília Mendonça, tanto na composição quanto na interpretação. É uma música muito forte e quando ouvi a primeira vez, fiquei de boca aberta. Sabe aquela música que te tira o ar?

Como foi fazer a parceria com Pabllo Vittar? Você acha importar abrir espaço para a diversidade no meio musical?

A gente precisa ter representatividade, a sociedade tem vários expoentes. Ver uma drag queen rompendo barreiras e preconceitos é fundamental. É uma importância histórica. Fico feliz de ser amiga dela e ver isso acontecendo.

Já tem datas para a turnê de divulgação do disco?

Em abril de 2018, depois do Carnaval, vou fazer uma turnê que vai rodar o Brasil inteiro. Mas antes, vou lançar 3 clipes. O disco já vai estar dominado pelos fãs!

Você vem a Brasília este mês para uma apresentação. Pode adiantar o que o público pode esperar?

Faremos o Baile da Preta (O show acontece no Restaurante Oliver, no próximo dia 18. Ingressos a partir de R$ 250).

Como você caracteriza seu estilo musical?

Não tenho um padrão, não vou me rotular. Nunca me encaixei num estilo único, escuto e canto todos eles. Meu estilo, na verdade, é meu público.

São 15 anos de carreira. O que mudou de lá para cá?

Muita coisa mudou. Comecei a cantar tarde, tive que correr atrás do prejuízo. Mesmo não tendo um padrão musical, eu vi que poderia ser aceita e amada pelo público; ser do jeito que sou, com muita felicidade, plenitude e segurança. Antes, ninguém falava sobre empoderamento e autoestima. Hoje eu vejo que não estou mais só, então percebo que tudo valeu a pena. Tudo que construí nesses 15 anos foi com muita luta, resistência e muito amor. O resultado é esse disco: uma ode ao amor, ao bem querer.

Você considera que esse é o seu melhor momento?

Sem dúvidas, com certeza. Estou muito mais madura e segura das minhas escolhas. Segura também com a minha voz e com o público. É um momento de grande celebração e comemoração.

Serviço

Todas as Cores

Cantora: Preta Gil
Gravadora: Sony Music
Faixas: 10
Preço médio: R$ 29,90. Disponível também nas plataformas digitais (SMB.lnk.to/TodasAsCores)

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