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Entrevista anavitória: o tempo é mais que agora

Arquivo Geral

05/10/2018 7h00

Atualizada 04/10/2018 22h01

Divulgação

Beatriz Castilho
cultura@grupojbr.com

De Araguaína (TO) para o YouTube, do YouTube para o Brasil. Assim, sintetiza-se a velocidade na qual duas jovens do interior do Tocantins se lançaram para o resto do País numa dupla não sertaneja. Em 2013, Ana Caetano e Vitória Falcão estenderam a amizade de escola para parceria musical. À época, Vitória fora convidada por Ana para gravar um cover. Viralizou. Três anos depois, já com alcunha oficial formada pela soma dos nomes, Anavitória estreou no mercado fonográfico com voz e violão em disco homônimo. Depois de tomar as rádios, premiações, trilhas sonoras de novelas e até experiência no cinema, a dupla surpreende ao mirar novas referências no segundo disco, O Tempo É Agora (2018). Ainda cantando o amor, Anavitória agora abraça um som mais animado, mais pop, que desembarca em solo brasiliense, neste sábado (6), às 21h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O JBr. conversou com Ana Caetano sobre a dupla, que, como reforçado pela cantora, vive nova fase.

Vocês carregam calmaria na voz, mas do primeiro para o segundo disco a sonoridade ganhou uma nova camada. Arrisco dizer que trouxe um elemento mais globalizado por conta do eletrônico mais exposto. O que vocês queriam em O Tempo É Agora?

Acho que a estrada molda muito o artista, e a gente foi se moldando. Fomos vendo o que funcionava, nos entendendo como artista. Sentimos falta de algumas coisas no som, de algo com mais força. Então, no segundo disco, fomos buscar isso, essa nova sonoridade que conversasse com o que a gente queria para um show. Ele também conversa com quem a gente é agora. Enfim, a gente adora experimentar, fazer coisas diferentes, e esse segundo momento é um reflexo da fase de agora.

E o que simboliza o novo álbum para a carreira da dupla?

Esse disco representa nosso crescimento, em todos os sentidos. Como pessoa, como artista, como pessoa que trabalha com música. Enfim, é uma tomada de consciência do nosso trabalho. O primeiro disco foi muito intuitivo, e O Tempo É Agora é meio que uma confirmação para gente da certeza do que viemos ser.

Me apropriando do título do disco, e da faixa, para Anavitória, agora é tempo para o quê?

O tempo é agora para ser. A gente só tem o tempo presente, e só temos ele para viver, então temos que aproveitar sempre, estar sempre presente. Esta é a mensagem que quisemos passar com o título.

Anavitória é uma simbiose, como o nome já adianta. Assim, o que Ana mudou em Vitória e o que Vitória mudou em Ana?
Ah, não tem uma coisinha só, é um mundo de coisas. Desde que a gente se conheceu temos nos somado muito, como artistas, como pessoas. Não sei exatamente as mudancinhas, mas acho que todo mundo que passa pela vida da gente tem coisas para dividir, coisas para somar. A gente tem se dividido muito nesses três anos juntas.

Vocês vieram de Araguaína, em Tocantins. Há alguma referência cultural da região no trabalho de Anavitória?
O estado Tocantins é muito novo, né? Então, não tem uma cena musical muito forte da região. Mas lá tem as coisas que mais tocam, como o sertanejo, o forró, música popular de forma geral. E é referência, sim, para a gente. São coisas que crescemos escutando, não tem como não estar no nosso trabalho de alguma maneira.

Uma curiosidade: o que não sai da playlist da dupla?
A gente é muito cancionera, gostamos muito de lindas canções, lindas melodias e também baladonas, sabe? Na época da gravação do disco, estávamos escutando muito (cantor inglês de pop) Robin Williams. E, sei lá, Nando Reis, toda essa galera que a gente admira. Mas é muita gente, em uma pergunta assim some tudo da cabeça.

Sobre o show de lançamento do disco em Brasília, qual a relação de vocês com a cidade?
Cara, acho que a melhor amiga da Vitória mora em Brasília. Meu irmão também mora aí. Aliás, meu sobrinho acabou de nascer, então acaba que tenho um carinho pela cidade. Parece que tem uma partezinha da minha família que já faz parte desse ambiente.

E qual a expectativa para a apresentação na capital?
A expectativa é sempre linda, né? Para todo canto que a gente vai. O show novo tem sido muito legal de fazer, a gente tem se divertido muito. Como Brasília sempre é um canto que abraça a gente muito bem, é sempre uma alegria muito grande. Vai ser uma noite linda!


Serviço

Anavitória

No Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental), às 21h. Ingressos: R$ 70 (poltrona superior), R$ 130 (poltrona especial B), R$ 150 (poltrona especial A), R$ 150 (via lateral), R$ 180 (poltrona VIP) e R$ 1.500 (lounges). Valores referentes à meia-entrada e sujeitos a alteração sem aviso prévio. Informações: 3364-2674. Não recomendado para menores de 12 anos.

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