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Destaques do cinema 2018: vida de Edir Macedo em filme, e festivais de destaque em Brasília

Arquivo Geral

24/12/2018 7h00

Atualizada 23/12/2018 21h55

Divulgação

Beatriz Castilho
cultura@grupojbr.com

Além de bispo evangélico, empresário, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da TV Record, Edir Macedo, de 73 anos, carrega também o título de figura a quebrar o recorde de bilheteria do cinema brasileiro. Retratado em Nada a Perder, o carioca teve vida contada em uma cinebiografia inspirada em trilogia literária de mesmo nome. Com quase 12 milhões de ingressos vendidos, o filme foi lançado em 29 de março, entrando para a lista de mais assistidos do Brasil.
Foi o maior sucesso nacional deste ano e também supera as bilheterias brasileiras de 2017.Baseado na trilogia de mesmo nome – traduzida para 5 idiomas e com mais de 7 milhões de exemplares vendidos – Nada a Perder traça, em sua primeira parte, o início da trajetória de Macedo.

Percorrendo o período entre 1950 e 1990, a viagem cinematográfica apresenta desde a juventude do empresário, ainda em Rio das Flores (RJ), até o episódio em que é preso, em 1992, quando foi denunciado pelo Ministério Público de ‘delitos de charlatanismo’.

Primeiro protagonista

Petrônio Gontijo, 49, é quem dá vida ao bispo na telona. Com três décadas de carreira, o ator faz seu primeiro protagonista em Nada a Perder no cinema nacional.

Para o papel, teve que emagrecer oito quilos e utilizar próteses nos polegares para reproduzir a deficiência de Edir Macedo. No set, Gontijo divide cena com Day Mesquita, que interpreta Ester Bezerra, esposa do dono da Record.

Orçada em R$ 25 milhões, a película tem direção de Alexandre Avancini, mesmo responsável por assinar Os Dez Mandamentos, que, em 2016, também quebrou recordes de bilheteria. A outra produção da Igreja Universal encerrou a trajetória no topo da bilheteria nacional de dois anos atrás, com 11,3 milhões de ingressos.

Com mais de 30 mil figurantes e mil carros antigos alugados, Nada a Perder ocupou um terço (1.108 salas) dos cinemas de todo o País, alcançando um público médio de 4,6 milhões de pessoas.

A continuação da trama já foi finalizada e está prevista para ser lançada ainda na primeira metade de 2019. A exibição dos filmes já está negociada em 80 países.


Julho – Intercâmbio Brasil e França

No Festival Varilux de Cinema, a sétima arte é linguagem, veículo e motivo para o intercâmbio entre Brasil e França. Com alcance nacional, o evento teve parceria do Sesc Nacional e se estendeu por 88 cidades brasileiras, 32 a mais que em 2017. Com 20 filmes contemporâneos e o clássico Z, de Costa Gravas, – que completou 50 anos em 2018 -, as duas semanas de maratona cinematográfica articularam, ao todo, 6 mil sessões, alcançando um público de 172 mil espectadores. Com opções de filmes de ação, experimentais, documentários e até infantis, o Varilux buscou quebrar o estereótipo de que cinema francês é complexo levando brasilienses às salas de cinema da capital.


Agosto – Duas décadas de festa

Completando 20 anos em 2018, o Festival Taguatinga de Cinema celebrou o feito com a 13ª edição da festividade. Durante quatro dias, produções de todo o País transformaram o Teatro da Praça de Taguatinga em uma grande sala de cinema. Para as sessões competitivas, 380 títulos tentaram a chance da seleção. Destes, foram selecionados por um júri especial apenas duas dezenas de curtas – outras quatro películas foram escolhidas pelo público, no site do evento. Nanã, de Rafael Amorin, e Invisíveis, de Giovannu Ruggeri, levaram o prêmio de Melhor Filme pelo júri especial e popular, respectivamente. Além da competição, exibições paralelas e infantil completaram a programação guiada pelo lema “O Movimento em Nós”.


Setembro – Mulheres no Festival de BsB

Com dez dias de programação – incluindo a cerimônia de abertura -, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro mergulhou a segunda metade de setembro em uma maratona da sétima arte nacional. Em sua 51ª edição, 140 títulos se revezaram nas tradicionais mostras Competitiva e Brasília, além de seleções paralelas.

Ao todo, o festival alcançou um público geral de mais de 46.358 pessoas, sendo a maior parte no Cine Brasília, que recebeu 31.680 – os outros 14.678 se dividiram entre debates, Museu Nacional e sessões em regiões administrativas. Marcada pelo recorde de participação feminina nas produções, a festividade também ficou caracterizada pela hegemonia da capital mineira na premiação candanga, que arrebatou nove prêmios, divididos entre o curta Mesmo com Tanta Agonia, de Alice Drummond, e o longa Temporada, de André Novais de Oliveira – premiado pelo júri especial.


Novembro – Uma viagem pelo mundo

Dezesseis filmes produzidos em quatro continentes participaram das mostras competitivas de ficção e documentário do BIFF – Brasília International Film Festival. Em apenas dez dias, promoveu, por meio da linguagem cinematográfica, uma viagem ao redor do mundo. Em cartaz, 40 filmes, divididos em competições, mostras e estreias.

O brasileiro Tito e os Pássaros, assinado por Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto, foi o indicado do País a Melhor Animação no Oscar. Já o dinamarquês Culpa é semi-finalista na corrida por uma vaga na categoria Melhor Filme Estrangeiro.
Spike Lee, além de homenageado, assinou o filme de abertura, Infiltrado na Klan (foto). Baseado em fatos reais, traz a história do policial Ron Stallworth, do Colorado, que infiltrou-se numa facção da Ku-Kux-Klan em 1979, nos EUA.

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