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Campus Party

Campus Party atrai caravanas, experiências e sotaques de todo o país

O evento no estádio Nacional Mané Garrincha apresenta área de camping, arena e open campus, contendo atividades gratuitas

Participantes da Caravana, convidados e campistas participando de atividade com dança (Foto: Vitor Oliveira)

Por Gabriela Vieira
Jornal de Brasília/Agência Ceub

Além de descobrir e expor novidades em tecnologia, a troca de experiências na Campus Party aponta para um retrato rico e diverso de um país continental. Para Brasília, vieram caravanas das mais diferentes regiões e, ao invés de ficarem em hotéis pela cidade (entre os dias 23 a 27 de março), optam por ficarem na área de acampamento, o que torna tudo mais intenso e interessante na área de eventos do Mané Garrincha.

Os sotaques estão misturados entre os espaços de demonstração e estandes. Trata-se de uma turma animada com jogos, área de drones, startups e até danças organizadas e coreografadas.

Um desses grupos é o chamado “C partiu meu coração”, que conta inclusive com participantes anfitriões de Brasília, mas também de amigos ou colegas de outras regiões do Brasil para fazerem parte do evento e acamparem dentro do estádio.

Natural de Barreiras (BA), o universitário Luis Henrique Souza, do curso de ciências da computação, explicou que tem sido muito enriquecedor fazer parte do grupo da caravana.
Luís está acampando com os participantes da Caravana “C partiu meu coração” e está aproveitando a experiência de acampar com uma grande quantidade de pessoas. Além de suas expectativas estarem sendo cumpridas diante de um festival tão grande.

Depois de dois anos de pandemia com a falta de experiências que juntam diversas pessoas em um mesmo local, os campistas se mostram com grandes expectativas e animados com essa volta do evento de forma presencial.

Caravana “Meninas Cientistas”

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A Caravana “Meninas Cientistas”, um dos grupos presentes ao evento, reúne estudantes de cursos técnicos e superiores do Instituto Federal de Goiás Campos do Uruaçu (Goiás), para desenvolverem ações no intuito de protagonizar meninas e mulheres na ciência.

Esse grupo de mulheres iniciou suas atividades direcionadas à educação para meninas de Uruaçu, principalmente as que estão voltadas para uma situação de vulnerabilidade social, estudantes quilombolas e com deficiência. Hoje, celebram 289 bolsas de iniciação científica, voltadas em sua maioria para meninas de escolas públicas.

O grupo de mulheres fez sua primeira participação na Campus Party em 2019, sendo, de acordo com a professora Renatha Cruz, do Instituto Federal, fundamental para a equipe conhecer vários pensadores, programadores e outros contribuidores, dando uma base de informação para as estudantes.

Participantes viabilizam os custos de suas participações no evento também com a venda de doces, como brownies, bombons e “copos da felicidade”.

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O evento no estádio Nacional Mané Garrincha apresenta área de camping, arena e open campus, contendo atividades gratuitas, inclusive.

Nos últimos anos, o evento se tornou on-line devido à pandemia do Covid-19. Portanto, nessa edição, o festival contou com as duas versões, uma on-line e uma presencial, para conseguir englobar participantes que não conseguem viajar ainda em um cenário pandêmico.








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