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‘Tento não ter preconceito’, diz Drica Moraes sobre Jade Picon em novela

Em entrevista, a atriz expõe sua opinião sobre a influenciadora; Jade estará na próxima novela das 21h, “Travessia”

Por FolhaPress 01/07/2022 10h06
Em entrevista, a atriz expõe sua opinião sobre a influenciadora; Jade estará na próxima novela das 21h, "Travessia" Foto: Reprodução

Exibindo os cabelos ruivos, coloridos para viver uma personagem, a atriz Drica Moraes, 52, segue “trocando a casca” para contar novas tramas e histórias. No filme “As Verdades”, estrelado por Lázaro Ramos, no elenco da próxima novela das 21h, “Travessia” (Globo), e ainda no ar em reprises e outras produções, ela diz estar “vivendo um ano muito atípico” pela quantidade de trabalhos que está fazendo.

O cabelo pintado, que não deve permanecer por muito mais tempo, é de sua personagem na série “Os Outros” de Luísa Lima e do Lucas Paraizo. A atriz conta que, na trama, vive a síndica do prédio em que a história se passa. “É uma personagem solar, estava sentindo falta de trabalhar no audiovisual com humor”, diz. O projeto deve ser lançado apenas em 2023 e conta a história de quatro amigos que se reencontram no velório de outro integrante do grupo.

“Após gravar a série, caí direto na novela das 21h, que vai substituir ‘Pantanal’. Já estou me preparando. Vai ter sotaque, vou mudar o cabelo”, completa ela, que viverá uma vilã com pitadas de humor e humanidade. A história de sua personagem irá se passar no Maranhão, e Drica será mãe do ator Chay Suede novamente -antes eles contracenaram no longa-metragem “Rasga Coração” (2018).

“Estou conhecendo atores nordestinos e do Rio que eu não conhecia. Estou no núcleo também com a Lucy Alves, de quem serei antagonista… enfim, tramas de novela”, adianta a artista. Além disso, ela também comentou sobre a novela já ter dado o que falar, meses antes da estreia, por ter Jade Picon, 20, no elenco. “Tento não ter preconceito com as coisas a princípio, até que a pessoa me prove o contrário.”

A atriz diz que, com a revolução digital que a internet trouxe, não é possível esperar que as profissões continuem iguais ao que eram antes. “Sou um dinossauro já. Na minha época, tinha que fazer teatro, ter experiência de palco. Hoje os tempos são outros, não dá para ver com tanto preconceito, as pessoas podem nascer um grande talento vindo de um meio digital”, completa Drica. “A pessoa vai ter que ralar. Não vai poder fugir disso.”

Foto: Reprodução

Além de todos os projetos que estão por vir, a atriz também celebra as reprises de novelas da Globo de sua “primeira encarnação”, como chama sua vida antes de enfrentar a leucemia. Ela esteve no ar com “Chocolate com Pimenta” (2003), “Verdades Secretas” (2015) e “O Cravo e a Rosa” (2000), além de estar na nova temporada de “Sob Pressão”.

Abaixo, Drica conta mais de Mara, sua personagem em “As Verdades”.

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Leia trechos editados da entrevista.

PERGUNTA – Em “As Verdades” você interpreta Mara, uma mulher com uma bagagem muito pesada. Como foi trazer a tona esses abusos que mulheres sofrem na telona do cinema?

DRICA MORAES – Essa história mostra herança que recebemos de um país machista, baseado no patriarcado. A mulher é historicamente submetida a abusos e violências, e isso é muito naturalizado. Ela naturaliza, e isso é terrível nessa personagem.

Vendo isso em um filme, parece que os abusos e violências ficam mais escancarados…

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É doloroso constatar isso em 2022, que as coisas caminharam, mas estão sempre involuindo. A luta nunca termina, como todas as lutas em um país subdesenvolvido, como no racismo e homofobia, são dois passos para frente e três para trás. Ainda mais em uma semana que vimos a história de uma menina de 11 anos estuprada, sem o apoio do hospital, da juíza ou do sistema judiciário. Um total abandono. São milhares de histórias, de milhares de mulheres que sofrem porque se naturalizou isso.

P. – Você disse em uma publicação que este filme “honra o cinema nacional”. Como é produzir neste país?

DM – É um ato de resistência. Assistimos nesses anos desse governo um desmonte do aparelho cultural. Não temos mais o respeito, a valorização e a compreensão que a arte e a cultura é algo importante para o desenvolvimento civilizatório de uma sociedade. O público precisa nos ajudar a resgatar o direito de exercer a cultura em sua plena forma, e pode nos ajudar comparecendo aos cinemas nas primeiras semanas.

P. – Ao longo da conversa, comentamos que o celular mudou totalmente o mundo. Vi recentemente que você sofreu um golpe digital. A mudança veio até nisso?

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DM – Sou uma pessoa como qualquer outra, fico indignada. Assim como essa telinha veio para o bem, ela veio para o mal também. Minha mãe mesma caiu [em um golpe] e perdeu muito dinheiro. A novela [‘Travessia’] vai falar disso também, da quantidade de crimes digitais.








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