A advogada Daniele Bezerra cobrou igualdade de tratamento em investigações criminais em vídeo publicado nesta segunda-feira (26/10). A irmã de Deolane Bezerra mencionou o caso da delegada Maria Aparecida Rezende Corsato, que passou a ser investigada após a descoberta de dinheiro escondido em um puff, e a recente decisão da OAB-SP que anulou a suspensão da advocacia de Deolane.
Daniele afirmou não desejar que a delegada enfrente as mesmas situações pelas quais acredita ter passado sua família. “Eu desejo que ela tenha todos os direitos e garantias que sempre reivindiquei para minha irmã”, disse. Ela ressaltou, no entanto, que não está acusando a policial de crime, defendendo que a origem do dinheiro seja apurada pelas autoridades.
A delegada é investigada pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo. No último sábado (24/10), sua irmã encontrou e notificou a PM sobre R$ 1.246.150, US$ 120 mil e 12.675 euros dentro de um puff deixado por Maria Corsato em sua casa, em Santo André. A defesa da policial afirma que o dinheiro é fruto de uma herança familiar ainda não partilhada.
Ao comentar a decisão da OAB-SP sobre Deolane, Daniele declarou que o reconhecimento tardio de uma nulidade nem sempre repara o sofrimento causado. A suspensão preventiva do exercício da advocacia havia sido imposta em junho por 90 dias e foi anulada pela entidade, conforme informação divulgada nesta segunda.
Deolane Bezerra continua presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista desde 21 de maio de 2026, respondendo a acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A medida da OAB diz respeito apenas à sua condição profissional e não altera sua situação processual.
Em sua fala final, Daniele Bezerra questionou a aplicação desigual dos direitos constitucionais. “A presunção de inocência vale para a delegada Corsato, sim. Mas por que não vale para a Deolane?”, indagou. Ela concluiu defendendo que a justiça não pode escolher a quem beneficia.