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Celebridades

Expressão usada por filho de Tom Hanks vira slogan de supremacistas brancos

De acordo com um relatório do Projeto Global Contra o Ódio e o Extremismo, mensagens e postagens com a frase se espalham pelas redes sociais

Redação Jornal de Brasília

03/07/2024 15h15

Foto: Reprodução/Instagram/@chethanx

(FOLHAPRESS)

Uma expressão que dá título a uma canção do filho do ator Tom Hanks, 67, está sendo usada como um slogan de ódio nas redes sociais.

Chet Hanks, 33, lançou em 2021 música “White Boy Summer” (verão de garoto branco).

Desde então, a expressão foi adotada por supremacistas brancos que pregam o racismo e violência. De acordo com um relatório do Projeto Global Contra o Ódio e o Extremismo, mensagens e postagens com a frase se espalham pelas redes sociais, como no aplicativo de mensagens Telegram, e até em eventos políticos.

Os grupos de ódio pregam uma suposta superioridade heterossexual branca e têm como objetivo recrutar novos seguidores, incentivar a violência, organizar protestos contra imigrantes, negros, mulheres e a comunidade LGBTQ+.

Em um recente comício com a participação do ex-presidente e candidato à reeleição Donald Trump, no Michigan, um ativista da extrema-direita americana agitou uma faixa com a escrita “white boy summer”.

Apesar de a música conter expressões de cunho machista, na época do lançamento Chat foi a público dizer que ela não fala sobre “Trump ou Nascar [categoria do automobilismo com histórico entre o público americano branco]”, mas sobre ele, “Jon B [cantor de R&B] e Jack Harlow [rapper]”, mas que o público deveria interpretar “como quisesse”.

“É sobre quão rápido e devastadoramente algo assim pode se tornar viral e o impacto que isso tem. Extremistas estão machucando pessoas em todo o mundo em nome desse movimento”, afirmou Wendy Via, uma das fundadores do projeto ao jornal New York Times.

Antes dele, expressão semelhante foi usada por Nicki Minaj e o cantor Ty Dolla $ign na música “Hot Girl Summer” (verão de garota gostosa).

Segundo o relatório, o termo já é usado entre extremistas de países como Austrália, Canadá, França, Alemanha, Ucrânia e Reino Unido. O jornal americano afirma que procurou Chet, mas que ele não respondeu.

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