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Economia

Zona Franca: Afrebras pede cautela a Bolsonaro e Guedes

Presidente da Alfebras ressalta que grandes empresas e multinacionais de bebidas devem ser impedidas de continuar a farra com benefícios fiscais na região

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Da Redação
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O presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), Fernando Rodrigues de Bairros, representante de mais de 100 indústrias de refrigerante regionais em todo o país, afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro devem ter mais rigor nos momentos de analisar e autorizar a concessão de benefícios fiscais a grande empresas e multinacionais de bebidas na Zona Franca de Manaus.

Alfred Menezes, superintendente da Zona Franca de Manaus, disse à imprensa que Bolsonaro e Guedes participarão da 287ª Reunião Ordinária do CAS (Conselho de Administração da Suframa), no próximo dia 25 de julho (quinta-feira), às 10h, na sede da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). O ministro foi nomeado para o cargo de coordenador do CAS no último dia 11. Publicamente, ele tem se posicionado contra a concessão desenfreada de benefícios às grandes indústrias na região. O Planalto ainda não divulgou o compromisso na agenda do presidente da República.

O presidente da Afrebras sugere muita cautela por parte de Bolsonaro e de Guedes, para que a Zona Franca não continue usada como espaço de manobra por grandes empresas e multinacionais de bebidas, como Coca-Cola, Ambev e Heineken. “A farra de benefícios tem um reflexo perverso sobre o setor e atropela a livre concorrência, já que as pequenas indústrias ficam sem condições de concorrer de forma isonômica”, destaca Bairros.

O superintendente da Suframa informou à imprensa que, na reunião do CAS, serão analisados 88 projetos industriais e de serviços. Desse total, de acordo com ele, 26 são de implantação, que preveem investimentos de cerca de US$ 650 milhões e a geração de quatro mil empregos diretos no PIM (Polo Industrial de Manaus) nos próximos três anos.

O presidente da Afrebras observa que, das cerca de 450 empresas instaladas na região, apenas Coca-Cola, Ambev e Heineken detêm 10,3% de todo o faturamento do PIM, considerando os dados da Suframa de 2018. Ainda, estas 3 empresas possuem 86,32% do faturamento do subsetor químico do Polo, mas só empregam 0,5% do total da mão-de-obra da região, que é de 87.733 empregados.

“Somos favoráveis à Zona Franca de Manaus e ao desenvolvimento e à proteção da Amazônia”, ressalta o presidente da Afrebras, para continuar: “No entanto, defendemos, sobretudo, o desenvolvimento do Brasil como um todo e isso passa pela valorização das indústrias regionais, que geram emprego e renda diretamente nos diversos municípios onde estão instaladas”.


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