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Economia

Nova casa sem sair de casa

Portal lança nesta terça salão virtual com a oferta de 10 mil imóveis no DF. E vale pechinchar

Lucas Neiva

Publicado

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Mesmo durante a pandemia, o mercado imobiliário no Distrito Federal apresenta tendência de crescimento. O portal DF Imóveis registrou de janeiro a julho deste ano um aumento de 90% nas buscas por imóveis.

De acordo com o Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF), no mesmo período houve um aumento de 11% das compras e vendas de imóveis. O Índice de Velocidade de Vendas (IVV), medido pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), que reúne as construtoras da cidade, também indica avanço no ramo: em junho, foi de 11%, uma diferença de 5 pontos percentuais em comparação ao mesmo mês no ano anterior.

Com base nesses números, é grande a expectativa dos organizadores do Salão DFimóveis.com, feira virtual de imóveis com descontos que vai acontecer de 20 a 30 de outubro aqui em Brasília. O Salão, organizado virtualmente pelo portal DF Imóveis e patrocinado pela Caixa Econômica Federal, oferecerá 10 mil imóveis com valores que variam de R$ 123 mil a R$ 40 milhões, sendo 8 mil imóveis prontos e 2 mil a serem vendidos na planta. Todos contarão com descontos de 2% a 20%. Os imóveis serão oferecidos por mais de 350 empresas imobiliárias e corretores autônomos.

De acordo com Marcelo Ramos, sócio-diretor do DF Imóveis, a previsão é de que a feira virtual receba, ao longo dos 11 dias, aproximadamente 700 mil visitas de 100 mil usuários únicos (computadores conectados). A expectativa é de que o Plano Piloto e arredores sejam as regiões com maior quantidade de vendas.

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Segundo o presidente da Ademi-DF, Eduardo Aroeira Almeida, promoções de vendas como o salão que começa amanhã não são apenas indicadores do crescimento do ramo, mas também uma forma de levar esse aquecimento para outros setores.

“A construção civil tem a característica de mover uma cadeia muito longa. Uma pessoa que compra um novo apartamento naturalmente vai comprar cortinas, móveis, eletrodomésticos e outros bens que fazem com que toda a economia da cidade também se beneficie”, argumenta.

Esse tipo de promoção também beneficia as próprias empresas envolvidas. “Para os participantes, é uma possibilidade de expor, apresentar e divulgar as qualidades do seu produto em um portal onde o cliente pode conhecer esse produto e entrar em contato com o vendedor. Além disso, o cliente conta com uma facilidade muito maior para comprar o seu imóvel”, afirma Aroeira.

Marcelo Ramos explica ainda que um dos principais motivos do aquecimento do ramo imobiliário no Distrito Federal foi justamente a própria pandemia. “A quarentena fez com que muitas pessoas tivessem que repensar seu estilo de vida e de trabalho, e tiveram que concentrar mais a sua rotina para atividades dentro de casa. Por isso, passaram a procurar imóveis maiores que atendessem a essas demandas”.

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Essa mudança pode ser observada, inclusive, no padrão de compra de imóveis. “Pessoas que viviam em apartamentos de um quarto estão passando a comprar apartamentos com dois. Quem vivia em apartamento com dois, está comprando imóvel com três quartos. Os que moram em imóveis de três quartos estão comprando geralmente casas ou coberturas”, relata.

“Passeio virtual” antes da compra

O Salão DFImóveis.com não é a primeira feira de imóveis a acontecer virtualmente no DF, e, segundo o presidente da Ademi-DF, Eduardo Aroeira, é “algo que veio para ficar”. Além de, neste momento, prevenir o crescimento do contágio da covid-19 ao dispensar a necessidade de um local físico para a promoção, a realização virtual do evento permite adotar novas tecnologias que agilizam o processo de venda.

Uma das tecnologias que vão propiciar isso é o passeio virtual no imóvel que se quer comprar, permitindo com que o comprador conheça a casa ou apartamento à distância. Todos os imóveis possuem o selo “Imóvel Seguro” da Associação dos Notários e Registradores do Brasil, que reúne os cartórios do país. O selo serve para comprovar que a associação já verificou se a descrição do imóvel é compatível com as medidas, dispensando o comprador da obrigatoriedade de se descolar até o cartório para realizar a compra.

O selo também indica que a associação já verificou a documentação do imóvel. E todos os imóveis poderão ser financiados pela Caixa Econômica Federal, podendo o comprador fazer o financiamento por meio do próprio aplicativo do banco estatal.

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“Em alguns casos já será possível fazer todo o processo de compra do imóvel de forma 100% digital, o que não era possível a até pouco tempo atrás”, afirma Marcelo Ramos, do DF Imóveis.

Setor prevê aumento dos preços

O perfil econômico da população brasiliense também intensificou o processo de mudança de padrão na escolha de imóveis novos. “A economia brasiliense conta com uma grande participação de servidores públicos, uma categoria com alta estabilidade salarial. E com a pandemia, muitos tiveram uma economia involuntária de dinheiro que antes era gasto com viagens ou com transporte para o trabalho”, afirma Marcelo Ramos, sócio-diretor do DF Imóveis.

Mudanças recentes no perfil de investimentos no Brasil também ajudaram no crescimento do ramo imobiliário. Com a taxa de juros Selic na mínima histórica de apenas 2% ao ano, muitos investidores deixaram de enxergar vantagem em aplicar seu dinheiro no mercado financeiro e passaram a investir no setor imobiliário, onde pode haver maior expectativa de lucro, com a valorização do segmento.

De acordo com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do DF (Creci-DF), a tendência é de que o crescimento do mercado imobiliário no DF permaneça pelos próximos três ou quatro anos. A previsão até o fim do ano é de aumento do preço do m² no Distrito Federal.

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Segundo Marcelo Ramos, o Plano Piloto e arredores (Lago Norte, Lago Sul, Sudoeste e Noroeste) é a região com maior concentração de vendas no DF. Em seguida, estão Águas Claras e Guará.

Arrecadação

Além de patrocinar o evento e possibilitar o financiamento de imóveis, a Caixa Econômica Federal baixou a taxa de juros para 6,25%+Taxa Referencial.

O rendimento anual da taxa Selic se encontra em 2% ao ano. Já o rendimento imobiliário, de acordo com o Creci-DF, pode chegar a até 1% ao mês.

O setor imobiliário também possui peso na arrecadação no Distrito Federal. De janeiro a agosto de 2019, o Distrito Federal arrecadou cerca de R$ 12 milhões com o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis. No mesmo período em 2020 foram arrecadados R$ 22,5 milhões.




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