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Coluna D

Informação credível é antídoto contra a desinformação

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Hoje vou falar sobre desinformação. Conceitualmente, trata-se da utilização das técnicas de comunicação e informação para induzir a erro ou dar uma falsa imagem da realidade, mediante a supressão ou ocultação de informações, minimização da sua importância ou modificação do seu sentido. Tem como objetivo influenciar a opinião pública de maneira a proteger interesses privados. E com a proximidade das eleições brasileiras, essa prática tende a aumentar.

Já prevendo isso, a iniciativa First Draft, da Escola de Governo John F. Kennedy da Universidade de Harvard (Estados Unidos), lançou no Brasil, no final de junho, o programa Comprova para checar fatos e notícias nas eleições de 2018. Uma coalizão com 24 empresas de jornalismo irá atuar para contrapor, esclarecer e desmascarar textos, fotos e vídeos fraudulentos durante a campanha para as eleições presidenciais. As atividades de verificação começaram no dia 6 de agosto.

Como instrução será sempre a melhor forma de lidar com esse tipo de situação (e não cair em armadilha), aproveito para divulgar o Seminário “Tecnologia e Eleições: não vale tudo!”, uma iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), em parceria com o Instituto de Tecnologia & Equidade (IT&E), que vai discutir desinformação e uso ético de tecnologias nas eleições 2018. Será no dia 15 de agosto, às 14h, no Auditório do Centro Cultural da OAB (Quadra 05, lote 2, bloco N – Ed. OAB). Vale lembrar que o MCCE é criador das duas únicas leis de iniciativa popular anticorrupção do Brasil, a “Lei Contra Compra de Votos” (Lei nº 9840/99) e a “Lei da Ficha Limpa” (LC nº 135/10).

O evento é aberto ao público e tem o apoio de outras organizações da sociedade civil como o Instituto UpDate, Internet Lab, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Transparência Internacional e Transparência Partidária. Para o diretor e fundador do MCCE, o advogado eleitoralista, Luciano Santos, existe a necessidade sobre o debate para o uso ético da tecnologia, já que a campanha eleitoral começa na quinta-feira, 16.

“Neste momento de início das campanhas eleitorais, pensamos em um debate que pudesse contribuir para melhorar a qualidade do processo, especialmente, no que tange o uso da tecnologia nas eleições. Este seminário vem atender esta grande demanda e preocupação de todos”, ressaltou Santos.

Ariel Kogan, diretor do IT&E, afirma que é fundamental levantar esse debate em Brasília, apresentar e discutir os pontos apresentados pelo movimento #NãoValeTudo para evitar um debate muito superficial entre os candidatos, e principalmente, um comportamento desleal e antiético entre as campanhas. Para ele, “o Brasil precisa discutir propostas e programas de governo qualificados e visões de futuro para a nação”.

Inscrições podem ser feitas pelo e-mail [email protected] As vagas são limitadas.

Convidados:

– Lorenzo Córdova Vianello, Presidente do Instituto Nacional Eleitoral do México (INE);

– Procurador Humberto Jacques, Vice-Procurador-Geral da PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral);

– Carlos Eduardo Frazão, Secretário-Geral da Presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral);

– Luciana Lóssio, Ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);

– Bárbara Stephany de S. Silva, Pesquisadora FGV DAPP (Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV);

– Luciano Santos, Diretor e fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e Advogado Especialista em Direito Eleitoral;

– Márcio Vasconcelos Pinto, Diretor-Presidente do IT&E (Instituto Tecnologia & Equidade);

– Ariel Kogan, Diretor do IT&E (Instituto Tecnologia & Equidade).

 

Serviço:

O quê: Seminário Tecnologias e Eleições: Não vale tudo!

Quando: 15 de agosto, às 14h

Onde: Auditório do Centro Cultural da OAB, localizado na Quadra 05, Lote 2, Bloco N – Ed. OAB – Brasília/DF

Inscrições: [email protected] (informar nome completo, entidade, profissão e telefone)

 


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