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Scalene faz show de lançamento do disco Magnetite em Brasília

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Beatriz Castilho
cultura@grupojbr.com

Conhecida por grandes explosões regadas a riffs de guitarra e disparos de bateria, a calmaria também se mostra presente no som desse grupo brasiliense. Scalene nasceu em 2009, e o cenário underground do plano piloto foi berço para sua criação. Em quase uma década de estrada, a bagagem do conjunto já conta até com Grammy latino. Neste sábado (19), a comemoração do lançamento de seu terceiro disco, Magnetite, chega à terra natal, com show único no Arena Futebol Clube.

Além da anfitriã, Dona Cislene, Lupa e Apráticos também se apresentam no dia. Apesar de ser considerado show oficial do álbum, não é a primeira apresentação de Scalene na capital após o lançamento. A banda chegou a tocar em dezembro em um festival na cidade, mas por falta de organização não houve show solo. ”Esse vai ser grande e especial, é uma vibe diferente. Sempre ficamos com coração quentinho de tocar em Brasília” afirma o baixista, Lucas Furtado, em conversa com o JBr.

Scalene surgiu de uma longa e antiga amizade entre os quatro integrantes: Gustavo e Tomas Bertoni, Lucas Furtado e Philipe ‘Makako’. Prestes a completar dez anos de estrada, Lucas vê diferença entre o cenário musical atual para o contexto em que o grupo surgiu. “A produção está muito boa, com bandas extremamente diversas. A galera já está agilizada e com noção de que fazer música exige muito além do que só tocar”.

Aliás, para o baixista, a diversidade é uma das principais características da cena musical brasiliense, devido à isso, caracterizar o quadradinho como capital do rock é deixar muita coisa fora da história. “Brasília não é celeiro só de rock, Brasília é celeiro de muita música boa. Essa é uma questão da cidade mas não contempla todas as bandas que existem nela. A Scalene até pega um pouco de rock, mas isso não nos define” afirma.

Assim, muitas vezes caracterizada como Stoner Rock ou Rock Alternativo, Magnetite mostrou que apesar da forte assinatura da banda, o som do conjunto não se define com apenas um gênero. “Para esse álbum mergulhamos em uma pesquisa nacional e isso abriu portas para coisas que antes tínhamos vergonha de não conhecer. Acho que a principal influência foi Elza Soares, que é uma artista incrível”, conta Lucas.

Entre as referências citadas pelo músico, estão Novos Baianos, Metá Metá, Castello Branco, BaianaSystem, entre outros. Nas 12 músicas, as influências são mais evidentes em faixas como Esc (Caverna Digital), Frenesi e Velho Lobo, por exemplo. Dentre as letras, relações humanas são a principal temática. “Diferente do Real/Surreal que explorava outras coisas, queríamos em Magnetite falar sobre questões mais imediatas e da realidade”, afirma Lucas.

Magnetite

De acordo com o baixista, o título do disco vem de Magnetita, um dos minerais mais magnéticos do mundo, simbolizando a grande temática das composições. “A ideia é mostrar que apesar das diferenças, no fundo somos todos iguais, e isso que é nossa ideia de magnetismo”.

Filho desse conceito, +gnetite é uma extensão do álbum. “Tentamos sempre fazer o máximo de músicas que um álbum pode ter, ou até a mais. O processo de escolha é legal, não queremos ter a sensação de que ‘podíamos ter feito melhor’“, explica Lucas. Dessa forma, o EP é formado por composições extras, releituras de faixas do disco, além de coisas inéditas.

Uma das características dos brasilienses, é o uso de palavras rebuscadas em suas composições. A particularidade começou em 2008 pelo medo de produzir músicas redundantes. “Surgiu de uma parada conceitual, e acabou virando um desafio de qual palavra mais esquisita usar” conta Lucas, que completa: “é engraçado porque o Gustavo é quem mais escreve e parece que tem um déficit de atenção porque ele inventa umas coisas que acha que está certo”.

Uma das palavras ‘diferentes’ da banda, é o próprio título dela. A história do nome do conjunto se renova a cada entrevista, já que o grupo inventa diferentes versões. “A gente brinca porque não é nada muito legal. Bem no início conseguimos um show mas ainda não tínhamos nome. Fizemos um brainstorming rapidasso e alguém sugeriu isso, aí nasceu ‘Scalene’”, conta o baixista.

Serviço:
Quando: Neste sábado (19), a partir das 20h
Local: Arena Futebol Clube (Setor de Clubes Esportivos Sul)
Ingressos: R$ 40 (3º lote) e R$ 100 (full experience)
Informações: 3224-9401
Não recomendado para menores de 18 anos

 


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