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Transbordo de reservatório de Santa Maria é resultado de trabalho de prevenção

Segundo Caesb, a meta, agora, é utilizá-lo apenas para emergência

Willian Matos

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Willian Matos
redacao@grupojbr.com

Após superar crise hídrica em 2017/18, o reservatório de Santa Maria atingiu os 100% de capacidade no último domingo (20). O feito foi muito comemorado por autoridades, uma vez que o manancial não chegava ao limite desde 2015.

Se, hoje, Brasília não se preocupa com a falta de água e vê o Santa Maria transbordar, é por conta de medidas tomadas após a crise que acometeu a capital federal em 2017.

Em comemoração ao marco que é ver o reservatório cheio, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) decidiu mostrar, nesta segunda (20), o Santa Maria de perto.

Durante a crise, reservatório chegou a 21,8%, cenário muito diferente do atual. Foto: Willian Matos/Jornal de Brasília

O superintendente de produção de água da Caesb, Diogo Gebrim, explica como o reservatório funcionava antes de obras de prevenção. “Nós temos duas fontes de captação, a barragem do Torto e a de Santa Maria. Elas bombeiam água para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Brasília, que é a unidade de tratamento, que, antes da crise hídrica, abastecia grande parte do Plano Piloto (Asa Sul, Asa Norte, Lago Sul, Lago Norte, Paranoá, Itapoã, SIA, SCIA, Cruzeiro, Varjão, Taquari…)”, explicou.

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“Com a crise hídrica, nós inauguramos a estação do Bananal, que foi um reforço de captação, o que aliviou o manancial de Santa Maria. Inauguramos, também, a ETA do Lago Norte, que além de ser um reforço de fonte de água, foi um reforço de infraestrutura de tratamento. Hoje, ela distribui água para Paranoá, Itapoã, Setor de Mansões do Lago Norte, fim da Asa Norte (setor hospitalar) e transfere para o Taquari e um pouco para Sobradinho”, prosseguiu Gebrim, já demonstrando a melhora no sistema hídrico.

Reserva de emergência

O diretor de operação Carlos Eduardo Pereira, explicou que o reservatório Santa Maria, cujo qual abriga a água de melhor qualidade de abastecimento público do mundo segundo a Unesco, deve virar uma reserva de emergência com o passar do tempo, depois que o reservatório Corumbá IV estiver pronto — a previsão é para dezembro. “Nossa estratégia é que este reservatório se transforme em uma reserva técnica para estiagem. Quando tivermos dificuldades com outras captações, o utilizaremos”, afirmou o diretor.

Seguir economizando é importante

Apesar do cenário positivo, as autoridades alertam para o consumo responsável. A chefe do Parque Nacional de Brasília e chefe da Reserva Biológica da Contagem, Juliana de Barros, vê com bons olhos a atuação da população. “A população abraçou a questão da educação ambiental. Tanto que, em quatro anos, a barragem se recuperou e já está vertendo. A população foi parceira no racionamento, na educação… recebemos muitas denúncias de uso indevido da água, por exemplo”, enfatizou Juliana.

À esquerda, a chefe do Parque Nacional de Brasília, Juliana Brasil, conversando com diretores da Caesb. Foto: Willian Matos/Jornal de Brasília

No entanto, a chefe enfatiza o trabalho feito no Parque Nacional e vê o futuro com bons olhos. “A gente tem um trabalho de educação que capacita professores das redes pública e particular sobre a importância desses serviços ecossistêmicos, e eles acabam levando isso para os alunos. Temos intensificado isso e tem trago resultados. A nova geração tem se apropriado muito do meio ambiente, e isso nos dá esperança para um futuro melhor”, finalizou.

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