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Cidades

Situação financeira do Distrito Federal não é “tão crítica”, diz Ibaneis

Beatriz Castilho
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Na manhã desta terça-feira (26), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que a situação financeira do Distrito Federal não é “tão crítica”. A declaração foi feita após a reunião extraordinária do Fórum de Governadores. Na ocasião, representantes dos 27 estados da federação se juntaram para discutir temas voltados à economia.

De acordo com Ibaneis, as contas do DF, se somadas às dívidas de empresas estatais, acumulam um rombo de R$ 12 bilhões. “Diante dos outros estados, a situação do DF não é tão crítica”, afirmou o chefe do executivo.

Sem salários atrasados, e com condições de arcar com os custos até o fim do ano, o déficit distrital é composto de dívidas não-emergências, sejam elas despesas antigas ou encargos com servidores dispostos a receber por meio de precatórios., explica Ibaneis

“Mas nossa capacidade de investimento ainda é pequena. Então, apesar de estar intermediária, eu diria que a situação do DF está dentro daqueles que estão piores”, ressalta.

A situação financeira dos estados foi o tema principal do Fórum de hoje. Tratando desde royalties de petróleo à questões como fundos contingenciados, a reunião contou com a assistência de Paulo Guedes. O ministro da economia, aliás, se comprometeu a apresentar, em até 30 dias, o projeto Plano de Recuperação Fiscal dos estados.

No local, Guedes saiu sem falar com a imprensa. À tarde, cancelou sua ida à audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, afirmando que adiará presença até a definição de um relator. A CCJ é a primeira parada do projeto de reforma da previdência na Câmara.

Previdência, governo e estabilidade
Para o emedebista, a reunião foi positiva para todas as partes. De acordo com ele, Paulo Guedes se colocou de forma tranquila, e assim conseguiu confiança dos representantes. Entendendo que os avanços podem gerar estabilidade para a união, Ibaneis afirma que “propostas vão tirar o país dessa grande crise, política e econômica, que vive”.

Apesar disso, o governador ressaltou: “a pauta política do governo precisa ser tratada a partir do presidente Bolsonaro, que, na minha visão, precisa ajustar seu discurso. O discurso precisa ser de estabilidade”, relembrando a ocasião em que o presidente sugeriu que as forças armadas comemorasse 31 de março – data de instalação do golpe militar de 1964

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