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Problema em Planaltina pode ter causado suspensão de prova da Novacap

Publicado

em

Virginia Freitas
Especial para o Jornal de Brasília

Problemas em uma escola de Planaltina podem ter feito com que as provas do concurso da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) fossem adiadas mais uma vez. Neste domingo (16), concurseiros foram pegos de surpresa com avisos nos locais onde ocorreriam a seleção. Caso os candidatos se sintam lesados, advogado explica que é possível entrar com ação judicial. A banca Inaz do Pará confirma os imprevistos.

Os aplicadores de prova do concurso deveriam chegar aos locais de aplicação às 5h30. No entanto, meia hora antes eles foram avisados do cancelamento. “Quem me disse foi a monitora da escola que eu ia aplicar. Ela me informou que por conta de uma escola de Planaltina não iam poder aplicar a prova e todo o concurso estava cancelado,” revela Eduardo Rocha Rodrigues, 25 anos.

Os rumores são de que os colaboradores de Planaltina se recusaram a trabalhar no concurso. Por isso, não haveria aplicação em todas as regiões administrativas. Por meio de um comunicado, a banca confirmou os problemas na região administrativa.

Pelo WhatsApp, circula uma mensagem de texto em que Eduardo repassou à reportagem.

Reprodução

Revolta 

Uma mulher, que não quis se identificar, chegou a trocar o dia do seu plantão com outro colega de trabalho para poder partipar do concurso da Novacap. “E novamente não teve o concurso”, lamenta.

No Centro Universitário IESB, na L2 Sul, um dos locais onde a prova seria aplicada, foram os próprios integrantes da banca que deram a notícia. “Veio um pessoal da banca e conversou com os concurseiros”, revela Manoel Ribeiro, porteiro da instituição. Por volta de 8h40, os candidatos já haviam deixado o local.

Novacap pega de surpresa

A Novacap também foi pega de surpresa. A companhia informou, em nota, que também não foi comunicada do adiamento do concurso. “A Novacap informa que irá adotar todas as medidas cabíveis contra a empresa responsável pelo certame, Inaz do Pará”.

Confusão pode parar na Justiça

O advogado e presidente da Comissão de Fiscalização de Concursos Públicos da OAB-DF, Maurício Nicácio, explica que primeiro é preciso aguardar a Inaz do Pará emitir um comunicado justificando o motivo do cancelamento do concurso. “A partir daí, o candidato tem que ver se a banca vai ressarcir o prejuízo”, explica o advogado.

Ainda conforme Nicácio, se nas próximas 24h a banca não emitir nenhum comunicado justificando o motivo do cancelamento das provas, o concurseiro que se sentir prejudicado pode recorrer ao poder judiciário, alegando danos morais e pedir ressarcimento de valores gastos para se deslocar ao local de prova. Cabe a à Novacap também entrar na Justiça.

Reprodução


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