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Cidades

Polícia suspeita de um 14º caso de feminicídio no DF

O caso foi caracterizado inicialmente como suicídio. Porém, após seguir com investigações, policiais passaram a suspeitar do crime

Publicado

em

Ana Karolline Rodrigues
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a morte de uma mulher ocorrida em março deste ano, em Taguatinga, como o possível 14º caso de feminicídio registrado no DF em 2019. O caso foi caracterizado inicialmente como suicídio. Porém, após seguir com investigações, policiais da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) passaram a suspeitar do crime desde o dia 17 de abril.

Segundo o boletim de ocorrência do caso, a mulher, identificada pelas iniciais E.G.L., foi encontrada morta pela filha em casa, na QNL 1, em Taguatinga, na noite do dia 29 de março. Ela estava com a cabeça coberta por uma sacola plástica e com um cabo USB de celular enrolado em seu pescoço. Acionado, o Corpo de Bombeiros Militar do DF se deslocou para o local e ainda tentou reanimar a mulher, mas a mesma já não apresentava sinais vitais.

Ainda de acordo com a ocorrência, E.G.L. não apresentava vestígios de ter sido agredida fisicamente. Conforme informações repassadas pela filha aos policiais, ela era cardiopata, sofria de diabetes e fazia uso contínuo de medicamentos antidepressivos. No entanto, após o caso, um aparelho celular, um molho de chaves e o controle remoto do portão eletrônico pertencentes a ela não foram localizados, o que também leva os investigadores a pensarem na possibilidade de latrocínio, conforme o delegado-chefe da 17ª DP, Gustavo Araújo, informou ao Jornal de Brasília. “Ainda estamos investigação. Acreditamos também em latrocínio e homicídio. Mas não concluímos nada ainda”, disse.

Desde 2017, a PCDF implementou o protocolo para que todas as mortes violentas de mulheres sejam, inicialmente, registradas como feminicídio. Somente após a conclusão das investigações, caso se confirme que não se trata de feminicídio, a hipótese é descartada e o boletim de ocorrência é alterado. Segundo a PCDF, portanto, o caso ainda está sendo investigado e nenhuma hipótese é descartada.

 


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