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Brasília

Polícia procura suspeito de atirar na companheira dentro do HRC

Arquivo Geral

29/10/2018 21h18

Fabrício Claudino Machado, 24 anos, procurado por atirar na companheira no HRC. Foto: PMDF

João Paulo Mariano
redacao@grupojbr.com

A Polícia Militar identificou o homem responsável pela tentativa de feminicídio no Hospital de Ceilândia, ocorrido no final da tarde desta segunda-feira (29). Trata-se de Fabrício Claudino Machado, 24 anos, que ainda é procurado. A 15ª DP, responsável pelo caso, está no local fazendo a perícia.

Segundo testemunhas, Grazielle Souza de Carvalho, 19 anos, estava com com um bebê de cinco meses no colo, na Pediatria, quando o companheiro chegou, deu um beijo na criança e os dois começaram a conversar. Pouco depois, iniciaram uma discussão – ainda não se sabe o porquê.

Então, o homem saiu, foi ao carro, um Fiat Uno verde que estava no estacionamento do hospital, pegou uma arma e votou. Ele esperou que uma nova pessoa fosse chamada para atendimento, entrou na sala e atirou. Dois tiros atingiram a vítima: um no peito e outro de raspão. Uma terceira bala teria atingido a perna de uma auxiliar de laboratório.

As duas vítimas atingidas estão recebendo atendimento. O hospital está com a entrada da Pediatria interditada. Nem os funcionários conseguem acesso por ali.

Fuga

Depois de desferir os tiros, o homem correu para o carro e fugiu do hospital. Uma mulher que estava buscando atendimento chegou a ver o momento em que a equipe médica gritou para a segurança que o homem teria atirado.

Os vigilantes correram atrás do suspeito, mas não conseguiram detê-lo. A Polícia Militar foi chamada logo em seguida. A testemunha, que pediu para não ser identificada, ouviu o barulho do disparos e só deu tempo de se abaixar. “Foi uma loucura. Todo mundo ficou desesperado. Eu vi a hora em que ele voltou correndo”, lembra.

Versão oficial

A Secretaria de Saúde informa que as duas pacientes estão internadas no Hospital Regional de Ceilândia recebendo toda a assistência necessária. Ambas estão estáveis e não correm risco de morte.

Na versão da direção do Hospital Regional de Ceilândia, a paciente estava no corredor, aguardando medicação para o bebê, quando o crime ocorreu. O pai da criança se identificou na recepção, onde havia dois vigilantes, e pediu para entrar. A mãe foi consultada e confirmou o parentesco. A entrada, então, foi liberada.

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