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Cidades

Ofensiva contra dengue vai desafogar hospitais, prevê Ibaneis ao lançar ação



Rafaella Panceri
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O governador Ibaneis Rocha (MDB) convocou administradores regionais, a Secretaria de Saúde e o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) para erradicar a dengue em todas as cidades do Distrito Federal. Segundo o chefe do Executivo local, a intenção é, pelo menos, reduzir a dengue a níveis aceitáveis no DF e, consequentemente, reduzir a lotação dos hospitais da rede pública.

Em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti nesta segunda-feira (14), Ibaneis admitiu que a Secretaria de Saúde não tem condições de atender à população de maneira satisfatória. Além disso, existiria uma “falta de confiança” nos serviços prestados. Portanto, tanto a dengue quanto outras endemias são subnotificadas. A falta de comunicação sobre a ocorrência da doença gera, portanto, uma falsa percepção da realidade.

“Reconquista”

O governador comparou a situação à da segurança pública. “Até hoje não se sabe quais são os índices reais de criminalidade no DF. Precisamos reconquistar a população”, declarou. Para tanto, os administradores regionais serão fundamentais. A pedido de Ibaneis, eles deverão comunicar os moradores das cidades sobre futuras visitas do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária.

“Vimos lotes particulares sem acesso e muita resistência da comunidade em receber os órgãos de saúde”, explanou. “Doenças que ocorrem por falta de limpeza estão lotando os hospitais, enquanto a rede pública poderia estar atendendo casos mais graves”, afirmou Ibaneis.

Tratamento de câncer

Sobre mudanças no modelo de gestão da rede pública de saúde do DF, o chefe do Executivo local comentou que se reuniu com o presidente do Hospital Sírio Libanês pela manhã. “Conversamos sobre um projeto do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde para atender as pessoas com câncer que estão nas filas de atendimento. Queremos levar, também, qualidade à gestão dos hospitais do DF”, mencionou Ibaneis.

O governador citou como exemplo o Instituto Hospital de Base (IHB). A experiência teve resultados tanto positivos quanto negativos . “O Instituto está funcionando bem, mas os números pioraram ao longo do ano. O IHB virou porta de entrada de todos os doentes. Vamos trabalhar para que cheguem às especialidades só os que precisam”, criticou.

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