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Obra em Vicente Pires será mais cara do que o previsto e pode precisar de novas licitações

Governo promete entrega de 70% da infraestrutura em 2019, mas aditivos estariam no limite

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Jéssica Antunes
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O GDF quer entregar 70% das obras de infraestrutura de Vicente Pires até o fim do ano. Para isso, Ibaneis Rocha (MDB) pediu a todos os órgãos que produzam um cronograma de ações para dar celeridade às intervenções. A intenção é que tudo esteja pronto e entregue à comunidade até 2020. O problema é que, em função do limite de aditivos necessários, a continuidade das obras pode precisar passar por novos processos licitatórios. A previsão inicial era de que as obras custariam R$ 463 milhões.

Nesta quinta-feira (7), Ibaneis participou de uma reunião a portas fechadas para tratar das obras em Vicente Pires. Na sala com o secretário de Obras e Infraestrutura, os presidentes da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), da Companhia Habitacional (Codhab) e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e com o administrador regional, o chefe do Executivo demonstrou preocupação com o andamento.

“Do jeito que estava indo, muito provavelmente até o fim do governo não estaríamos com a obra pronta”, revelou o administrador Daniel de Castro. Até o fim do mês, os órgãos do GDF devem finalizar um cronograma de entregas. A intenção é fazer intervenções em 45, 60 e 90 dias para que até a virada do ano tenham finalizado a porcentagem esperada pelo emedebista, com finalização das conexões de águas pluviais e asfalto. A partir disso, um novo pacote de obras deve começar em abril, com o fim da temporada chuvosa.

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O titular da administração conta que, durante o encontro, o secretário de Obras e Infraestrutura demonstrou preocupação em relação às licitações das obras pelo excesso de termos aditivos. Por isso, o governador autorizou fazer novos processos licitatórios. Um exemplo de necessidade é uma construção subterrânea de captação de água que passa pelas ruas 10 e 12. “As águas vão para barragem de contenção que precisa passar pela Estrutural. Para não atrapalhar o trânsito, parando completamente a pista e travando tudo, tem que ser por debaixo da terra”, explica.

Procurada, a Secretaria de Obras não respondeu sobre a soma aditivos feitos para obras na cidade nem sobre os projetos que podem precisar passar por novo processo de licitação. Por telefone, a assessoria de imprensa informou que estudos ainda são realizados.

Mesmo assim, o Jornal de Brasília apurou que apenas um contrato, firmado em 2016, sofreu pelo menos três aditivos. Previsto para atividades de pavimentação asfáltica, meios fios, drenagem pluvial e execução de obras de arte em Vicente Pires, o valor global saltou de R$ 45,1 milhões para mais de R$ 77 milhões. Ou seja, ficou cerca de 70% mais caro.

Enquanto isso, Daniel de Castro diz que a cidade foi dividida em seis regiões para que possam ser monitoradas constantemente por equipes da regional. Na área, há 15 frentes de serviço para antecipar o que for possível. Neste mês, obras de drenagem e pavimentação asfáltica que estavam paradas foram retomadas. Em dois dias, a estimativa é que tenha sido executada a abertura e instalação de manilha em uma extensão de 300 metros.

As obras de reestruturação em Vicente Pires tiveram início em janeiro de 2016. Na gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), a informação era de que todas as intervenções custariam R$ 463 milhões. Dividida em glebas, previsão era de que recebesse R$ 398 milhões da Caixa Econômica Federal via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), gerenciado pelo Ministério das Cidades. O restante é referente a contrapartida do Governo de Brasília.

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Histórico
» Nos anos 1970,  fazendeiros tomaram conta do território de Vicente Pires, que foi polo de política de governo voltada para produção rural no DF. Assim, foram firmados contratos de uso do solo para produção agrícola com cerca de 360 chacareiros, que eram responsáveis por abastecer moradores da capital com vários tipos de culturas.

» Entre as décadas de 1990 e 2000, as chácaras passaram por processo de urbanização com parcelamento irregular do solo. A área, antes rural, tornou-se uma mancha urbana com mais de 72 mil habitantes, segundo a Codeplan. Em 2009, tornou-se oficialmente Região Administrativa.

» Construída de trás para frente, a cidade sofre com falta de infraestrutura, especialmente em períodos chuvosos. Há quatro anos, obras prometem resolver o problema, com construção de sistemas de drenagem de água pluvial.




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