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Mistério: vídeo exclusivo mostra Bernardo vivo no colo do pai

Na imagem, capturada por uma câmera de segurança, o homem chega da rua e entra com o menino no colo às 18h19

Lindauro Gomes

Publicado

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Olavo David Neto e Vitor Mendonça
redacao@grupojbr.com

Um vídeo obtido com exclusividade pelo Jornal de Brasília mostra, pela primeira vez, Paulo Roberto de Caldas Osório junto ao filho, Bernardo, de apenas 1 anos e 11 meses – cujo pai, em depoimento, alegou ter matado. Na imagem, capturada por uma câmera de segurança, o homem chega da rua e entra com o menino no colo às 18h19. A partir daí, não há mais registro da criança. Uma senhora relatou à reportagem que viu Paulo num mercado na 512, às margens da W3, por volta das 18h30.

Na ocasião, o metroviário estava com Bernardo no colo, e o menino – segundo a testemunha -, não apresentava qualquer anormalidade. Segundo o relato, ele conversou com uma mulher loira acompanhada de duas crianças, e o assunto orbitou o tema “creche”, a única palavra que a vizinha conseguiu ouvir. Sobre o pai, porém, a mulher confessou ter sentido “algo na fisionomia dele”. Ela atribui a sensação à possibilidade de Paulo já estar em surto psicótico.

A Polícia Civil (PCDF) esteve na região por volta das 15h30 e ouviu moradores. Com o relato, os investigadores entraram em contato com o dono de uma barraca de água de côco em frente ao supermercado. O proprietário, porém, não estava no local na sexta-feira em que Bernardo foi sequestrado. Ao JBr, o comerciante repassou o número do funcionário, que alegou não reconhecer Paulo Roberto e não lembrar da conversa relatada pela vizinha.

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“Vinham muito ao parquinho”

Um outro morador do bloco J da 712 Sul classificou Bernardo como uma pai atencioso. “Já o vi brincando com o filho, parecia uma relação bem afetuosa, de proximidade mesmo”, contou o homem, sob a condição de anonimato. “Ele era muito quieto e recatado; geralmente o via quando ele brincava com o filho, eles vinham bastante ao parquinho”, acrescentou. O local em questão fica ao lado da casa onde Paulo Roberto assassinou a mãe, em 1992, e morou até a última semana.

Na casa, as luzes de natal ainda estão ligadas. No vídeo obtido pela reportagem é possível ver que os pisca-piscas estavam acesos no momento em que pai e filho entram na residência, e, segundo moradores, não foram desligadas desde então. “Me dá uma sensação muito macabra; deveriam desligar”, comentou uma moradora, que passeava com o cachorro. Ela também reforçou a imagem de Paulo como um pai atencioso. “Ele adotou um cachorro, e o meu sempre brincava através do portão. Ele [Paulo] protegia o Bernardo, ficava atento”, lembra a vizinha.

Carro da fuga é herança do pai

Um dos maiores afetados pelo assassinato de Neusa Maria – mãe de Paulo Roberto – foi Paulo Jarbas. Viúvo da vítima, o homem não comentava com amigos sobre o caso, e sequer mencionava a passagem do filho pela ala psiquiátrica do Presídio da Papuda. “Ele sempre foi quieto, mas depois passou a ser uma pessoa muito triste”, comenta um vizinho próximo ao homem, falecido em janeiro de 2019. “Deu tudo do bom e do melhor para o filho, inclusive o carro”. O automóvel em questão foi usado por Paulo Roberto na fuga.


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