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Manifestantes lotam a Esplanada contra cortes na educação

Publicado

em

Ana Karolline Rodrigues e Willian Matos
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A Greve Nacional da Educação, protesto contra o corte de R$ 1,7 bilhão no repasse de verbas, começou por volta de 9h desta quarta-feira (15) em 13 estados. Em Brasília, cerca de sete mil estudantes, professores de instituições públicas e particulares e demais apoiadores da causa se concentraram no Museu Nacional da República e seguem marcha rumo à Praça dos Três Poderes, esbravejando: “A nossa luta é todo dia! Educação não é mercadoria!”.

Professores e alunos se unem nesta quarta (15) para o protesto. Foto: Lucas Valença/Jornal de Brasília

A caminhada começou após a concentração, por volta de 11h. A alça leste da Rodoviária do Plano Piloto, que dá acesso às vias S1 e N1, está bloqueada neste momento.

Para a estudante de ciências sociais da Universidade de Brasília (UnB), Laísa Fernanda Alves da Silva, 20 anos, a manifestação é uma forma de estudantes mostrarem que ainda acreditam no futuro do país. “Nós ainda temos uma perspectiva de futuro, que é o que o Bolsonaro quer tirar da gente. Acho que isso mostra uma resistência. Eu mesma tenho vários amigos que estão se formando e estão sem saber se vai conseguir fazer um mestrado”, afirmou.

Ana Júlia Gomes, 19 anos, estuda Gestão de Políticas Públicas na UnB e diz protestar em prol do futuro da Universidade e das escolas públicas. “A educação é a nossa base. Eu já trabalhei em escola pública e conheço vários estudantes que agora estão sem perspectiva. Então viemos aqui por esse futuro”, defendeu.

Ana Julia Gomes (à esquerda) e Laísa Fernanda (à direita). Foto: Vitor Mendonça/Jornal de Brasília

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), cerca de 2,5 mil pessoas se concentravam no Museu às 10h30 para partir às 11h rumo à Praça dos Três Poderes. Uma hora depois, o número aumentou para 7 mil.

Presidente Jair Bolsonaro (PSL) é alvo de cantos dos manifestantes. Foto: Lucas Valença/Jornal de Brasília

Reunidos em grupo, professores da rede pública do Distrito Federal pediam pela valorização da educação brasileira. Regina Pereira da Silva, 54 anos, é professora de História e informou que protesta tanto pelos profissionais quanto pelos alunos. “Se a gente não lutar, a qualidade do ensino cai ainda mais, porque a gente sabe que esse governo se elegeu dizendo que iria melhorar a educação, e não sucateá-la. É um absurdo”.

Com receio de atos de vandalismo, a Força Nacional foi acionada para cercar o prédio do Ministério da Educação (MEC). A PMDF assegura que o efetivo será proporcional ao número de manifestantes durante o dia.


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