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Crime no HRG: câmeras de segurança não gravaram crime

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João Paulo Mariano
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Abala que atingiu o vigilante Nelson Barbosa da Costa, 49 anos, na noite da última segunda-feira (2) está alojada em seu pescoço, bem perto da coluna cervical. Depois de uma discussão com um adolescente, ele foi baleado no local de trabalho, o Hospital Regional do Gama (HRG). O menor foi apreendido e encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Porém, as câmeras de vigilância que poderiam trazer mais segurança à instituição, e ajudar nesses casos, mesmo instaladas, não funcionam.

Apesar do susto, a família está aliviada porque Nelson está fora de risco. O filho dele, Yago Rodrigues, 26, explica que o tiro acertou o lado direito da boca, quebrou três dentes, bateu em um quarto e desviou, parando próximo à coluna. O vigilante recebeu os primeiros socorros no HRG, mas, ontem mesmo, foi levado para o Instituto Hospital de Base (IBH), onde foi internado.

Hoje, a família tentará transferi- lo a uma unidade particular, pois os médicos do Instituto pediram que ele ficasse ao menos 24 horas em observação. Segundo Yago, o inchaço no rosto ainda é grande. Na madrugada de ontem, o paciente passou por uma primeira cirurgia, mas não foi possível retirar a bala.

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“Ele está conversando um pouco. Ainda não pode falar muito devido ao procedimento que fez, mas está bem melhor. Ele se lembra de tudo”, afirma Yago sobre o pai, que tem 15 anos de profissão e nunca tinha sofrido nenhum atentado.

O crime

Segundo a Polícia Militar, eram por volta das 23h quando o menor entrou no Hospital do Gama para visitar a companheira, que havia dado à luz. Por não portar documento de identificação, ele foi barrado na portaria por Nelson. O adolescente foi embora, mas voltou após cerca de 40 minutos.

Ao adentrar, gritou que “ali estava a identificação que ele (o vigilante) queria” e atirou. Logo depois, fugiu de motocicleta. Ele foi apreendido e enviado à DCA, onde foi ouvido e apresentado à Justiça. O suspeito pode responder por ato análogo a tentativa de homicídio, dependendo da avaliação do juiz.

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Sem solução

Apesar da presença de câmeras, os aparelhos não registram nenhuma movimentação no HRG. Tanto a família quanto o Sindicato dos Vigilantes reclamam da situação, já que o material poderia servir de prova para a polícia ou auxiliar nos mais diversos incidentes que ocorrem em unidades da saúde.

Esse não é o primeiro caso em que as câmeras de segurança não gravam um acontecimento importante nos hospitais. Em junho passado, um recém-nascido foi raptado do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Porém, até hoje nada mudou: parte das unidades de saúde dispõe do equipamento, mas sem fazer nenhum registro.

A secretaria chegou a citar que a licitação para o serviço estava “presa” no Tribunal de Contas do DF. Porém, a Corte negou à época e, ontem, afirmou que não existe nada que dificulte a continuidade da licitação. Em nota, a pasta da Saúde informou que o serviço de monitoramento por meio de câmeras passa por reestruturação neste momento e que técnicos trabalham para restabelecer o funcionamento dos equipamentos o mais rapidamente possível.

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