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Cidades

Casos de dengue aumentam 22,4%

Boletim Epidemiológico mostra mais de 45 mil diagnósticos no Distrito Federal até 31 de outubro

Pedro Marra

Publicado

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O Distrito Federal teve aumento de 22,4% nos casos de dengue até 31 de outubro deste ano. É o que mostra o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde do DF (SES), publicado ontem. Foram registrados 45.926 diagnósticos prováveis de dengue, enquanto no mesmo período de 2019, foram 37.520 casos. Em 2020, até o momento, há 44 óbitos contabilizados após uma picada do mosquito Aedes Aegypti, contra 53 mortes no ano passado.

Entre as regiões do DF, Ceilândia aparece como a cidade com maior número de casos: 5.171 casos. Logo atrás estão Gama com 4.703 diagnósticos, Santa Maria com 3.770, Samambaia com 3.692, Taguatinga, que possui 3.392 pessoas com dengue, e o Guará com 2.821 casos. No total, o Distrito Federal possui uma taxa de incidência em 1.504,51 casos por 100 mil habitantes.

O boletim detalha a Semana Epidemiológica (SE) nº 44 de 2020 entre 29 de dezembro de 2019 e 31 de outubro de 2020. Nesse período, houve queda no número de mortes causadas pela transmissão do mosquito. No mesmo intervalo de tempo em 2019, o DF contabilizou 53 óbitos, enquanto este ano foram registradas 44 mortes. O levantamento mostra ainda que, em 2020, houve 69 casos graves e 749 com sinais de alarme. Menos que no ano passado, com 79 e 868, respectivamente.

Plano tem mais casos

No centro de Brasília, o Plano Piloto é a região com maior registro de casos: são 1.932 diagnósticos positivos. Moradora da Asa Norte, a fisioterapeuta Maria Gabriela, 34 anos, foi uma das pessoas que pegou dengue, mais especificamente no fim do mês passado. Ela diz que estava com muita dor no corpo e nas articulações, embora não tenha tido febre.

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“Suspeitei da dengue pelos sintomas e fui na emergência. Fiz o exame de sangue e a médica também pediu exame de covid-19 porque ela disse que os sintomas são parecidos. E há alguns casos de pessoas que pegam o vírus e a dengue junto. Graças a Deus, no meu caso, só foi a dengue. O do novo coronavírus deu negativo. Passei uma semana com dores. Acho que peguei na casa do meu sogro, em um condomínio no Lago Sul, que é uma região de mata”, descreve.

Na primeira vez que pegou dengue, em abril de 2019, Gabriela ficou preocupada não somente com os sintomas – como dor muscular e nas pernas – mas também porque estava grávida da filha Aline, hoje com 10 meses. “Fiquei bem tensa porque corria risco de perder o bebê ou ela ter má formação. Dá muita dor muscular, e principalmente nas articulações das pernas.

Por tomar os devidos cuidados em seu apartamento, ela acredita que, no ano passado, foi picada pelo mosquito na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, onde trabalha. “Lá tem muito lixo na rua que os próprios moradores deixam. Quando chove, acumula água no próprio lixo, em caixas e garrafas. Tinha muito mosquito por lá”.

“Achei que esse ano foi mais tranquilo para eu me cuidar porque estou em teletrabalho, e consigo fazer um repouso maior. O que eu não fazia é usar repelente, porque em casa eu tomava menos esses cuidados. Por recomendação do pediatra da minha filha, comprei um repelente próprio para bebê e estou usando esse porque protege a ela também. Agora tomo banho de repelente”, brinca a fisioterapeuta.

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Pandemia afetou ações contra mosquito

O diretor da Vigilância Ambiental, Edgar Rodrigues, afirma que o isolamento social devido à pandemia da covid-19 ainda impede que os agentes de saúde possam entrar nas casas para fazer as inspeções de combate ao mosquito Aedes Aegypti.

“No entanto, algumas ações deixaram de ser realizadas por conta das pessoas que estão em suas casas em isolamento social. As nossas ações estão no peridomicílio, que é a inspeção em volta da residência. Então os nossos agentes têm apenas inspecionado dessa forma. Desde a época do início da pandemia até o momento não estamos entrando dentro da residência. No que tange às nossas inspeções, elas foram diretamente comprometidas”, declara.

Edgar destaca que, mesmo assim, ainda é importante que os moradores tenham consciência com a limpeza de casa e reservem um tempo para isso. “Nesse momento que estamos atravessando de pandemia da covid-19, como já sabemos que quase na sua totalidade os moradores estão dentro de suas residências, que tirem um tempo, cerca de 10 minutos por semana, para fazer uma inspeção na sua casa. Se tiverem a consciência de que fazem parte do processo de vigilância, não será só uma tarefa nossa. Sem isso, não vamos vencer essa guerra contra o mosquito”, orienta o diretor da Vigilância Ambiental.

“Vejo que muitas pessoas aguardam os nossos agentes irem no quintal para derramar a água de um vaso. Isso é cuidar da saúde deles também. As assistências médicas [nos postos de saúde] ficam de prontidão em casos de dengue, e que as pessoas procurem as unidades apenas em situação grave”, acrescenta Edgar.

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Alguns cuidados no combate à dengue são importantes na limpeza individual das casas. Entre elas, é aconselhável tampar caixas d’água, tonéis e latões; guardar pneus sob abrigos; despejar água parada de baldes, garrafas e demais objetos e não jogar lixo ou entulhos na rua, em terrenos baldios.




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