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Áudios mostram que Leonardo ameaçou e amedrontou Gabrielly antes da morte

Em conversa com amigas, Gabrielly contou que Leonardo ameaçou “dar um monte de tiro” na porta da casa dela. Ela se sentiu intimidada a denunciar o caso em uma delegacia

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em

Foto: Lucas Neiva/Jornal de Brasília
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Por Vítor Mendonça e Willian Matos
redacao@grupojbr.com

A jovem morta com um tiro na cabeça na última terça-feira (14) na quadra 425 de Samambaia vinha sendo ameaçada pelo namorado, autor do disparo. Apesar de Leonardo Pereira dos Santos, 31 anos, contar que matou Gabrielly Miranda, 18, sem querer durante brincadeira de roleta-russa, áudios que Gabrielly enviou para amigas dias antes mostram que Leonardo vinha ameaçando-a de morte.

Gabrielly afirma que chegou a bloquear Leonardo em aplicativo de conversa. Ele, então, criou um perfil em outra rede social para segui-la, e ela o bloqueou na rede. Depois, Leonardo ligou na avó de Gabrielly e pediu para falar com ela.

Gaby, como era chamada, decidiu atendê-lo. Na ligação, Leonardo disse que queria falar com a moça e que se ela recusasse, ele iria “dar um monte de tiro”. Ouça:

 

 

Após as ameaças, a família teria cogitado ir a uma delegacia de polícia e relatar o caso. Aflita, a avó de Gabrielly disse que estava com medo de ele causar algum mal à jovem, direta ou indiretamente, após a denúncia. Gaby, então, decidiu esperar. “Eu to pensando em esperar para ver se ele vai vir atrás, se vai fazer alguma coisa. Também não sei, né, se ele vir ele já vem pra me matar, sei lá. Agora fiquei foi com medo.”

Na manhã de terça-feira (14), a família de Gabrielly amanheceu com a notícia de que a jovem havia sido morta com um tiro na cabeça. Leonardo chamou a Polícia Militar (PMDF) e contou que atirou na companheira após ambos brincarem de roleta-russa. A mãe de Gabrielly, no entanto, não acredita na versão e afirma que já havia aconselhado a filha a terminar o relacionamento com o autor do crime.

Homicídio doloso

Em audiência de custódia ocorrida na manhã desta quarta-feira (15), o Núcleo de Audiência de Custódia (NAC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decretou prisão preventiva contra Leonardo.

A decisão judicial se pauta no histórico de crimes de Leonardo. O Ministério Público o considerou como um elemento de alta periculosidade. Além de passagens por tráfico de drogas, furto qualificado e violência doméstica, Leonardo respondia em regime aberto por porte ilegal de arma de fogo.

A decisão final considerou a ação de Leonardo como sendo dolosa (quando há a intenção de matar ou assume propositalmente o risco) pois, em seu depoimento, Leonardo afirmava saber que a namorada tinha conhecimento da arma. Além disso, Gabrielly havia apontado a arma inicialmente contra a própria perna, e não contra a cabeça, como fez Leonardo. A Justiça também considerou o fato dele não estar cumprindo com as condições de manutenção do regime aberto.

 

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