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Cidades

Após campanha conturbada, Pábio Mossoró (MDB) é reeleito em Valparaíso

Com 51,40% das confirmações, ou 29.241 votos válidos, Pábio Mossoró continua à frente do Executivo municipal por mais quatro anos

Olavo David Neto

Publicado

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Denúncias de cá para lá marcaram a corrida eleitoral em Valparaíso. Candidato à reeleição pelo MDB, Pábio Mossoró foi acusado por opositores de utilizar a máquina pública para promover a própria campanha. Do outro lado, a principal candidata de oposição, Lêda Borges (PSDB), foi identificada como responsável por pesquisas fraudadas que a apontavam como líder na disputa pela Prefeitura. Nada disso, porém, abalou as candidaturas, que disputaram até o fim a liderança na preferência do eleitorado no município.

Melhor para o atual prefeito. Com 51,40% das confirmações, ou 29.241 votos válidos, Pábio Mossoró continua à frente do Executivo municipal por mais quatro anos. Foram quase nove mil escolhas a mais que Borges, que obteve 36,41%. Os percentuais desqualificam de vez a pesquisa do Instituto Pódium divulgada em 21 de outubro. Segundo o levantamento, Lêda abria mais de 20 pontos percentuais de vantagem sobre o adversário.

A pesquisa foi impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) goiano, que acatou reclamação da candidatura do MDB sob justificativa de que a metodologia era falha, além de questionar a credibilidade da instituição. O argumento era que a empresa, fundada em 2004, apenas em junho de 2020 alterou sua situação cadastral. É ainda destacado pelos reclamantes que Andrea Rosa de Oliveira é funcionária da Assembleia Legislativa de Goiás, onde atua a deputada Lêda Borges.

O Instituto Pódium contratou a si próprio para realizar a pesquisa, que praticamente inverteu as estatísticas de um estudo realizado em julho pelo Real Time Big Data, no qual Mossoró liderava com 36% das intenções de voto contra 20% de Lêda na pesquisa estimulada, quando nomes de candidatos são apresentados. Por meio de nota, a deputada negou envolvimento. “A pesquisa não foi encomendada por nós e nem a ação é contra a nossa coligação”, diz o texto.

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Com 100% das urnas apuradas, o resultado favoreceu Mossoró. Mas a campanha emedebista não passou incólume. No final de outubro, o jornal Opção do Entorno divulgou matéria na qual aponta a utilização de recursos da Administração na corrida eleitoral do prefeito. De acordo com a reportagem, as máscaras de cor rosa confeccionadas numa unidade da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, em alusão à campanha realizada em outubro pela conscientização no combate ao câncer de mama, utilizadas com brindes numa carreata promovida pelo candidato à reeleição.

Houve ainda a divulgação de áudios atribuídos a um servidor da pasta e à diretora do Núcleo de Cursos e Capacitação, responsável pelas instalações. Nas gravações, o homem pede à mulher mais prudência na utilização da estrutura municipal para produção de material eleitoral. A resposta foi que os equipamentos continuariam em produção, mas com a justificativa de serem para uso governamental.

Procurada, a secretaria encaminhou nota na qual desmerece as acusações. Segundo a pasta, a denúncia da imprensa “não é verdadeira”, sendo a confecção das máscaras “com cores alusivas às campanhas importantes para o público, como Setembro Amarelo, Outubro Rosa e Novembro Azul”. A continuação da iniciativa em tempos de pandemia, assegura o comunicado, pois “os professores do curso de corte e costura estão produzindo máscaras e doando a toda a comunidade”.

Eleições em tempos de pandemia

De acordo com a plataforma Salvando Todos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a covid-19 entrou no Entorno do DF a partir de Valparaíso. Lá, chegou no dia 24 de março, 20 dias após a primeira confirmação da doença no Distrito Federal. Com 37 mil trabalhadores empregados no Distrito Federal – sendo 18 mil comerciários -, segundo a Pesquisa Metropolitana por Amostra de Domicílio (Pmad) mais recente, realizada pela Companhia de Planejamento (Codeplan).

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Em rápida evolução, a cidade, cujos trabalhadores empregados na capital representavam 55% da população empregada entre 2017 e 2018, observou aumento de quase dois terços nos contágios depois da reabertura dos centros comerciais candangos: de 90 casos confirmados no dia 27 para 223 duas semanas depois, em 10 de junho. Até terça-feira (20) eram 6.377 casos confirmados no município. A atual gestão foi duramente criticada por moradores e opositores, mas driblou a desconfiança e Pábio se mantém na Prefeitura por mais um mandato.




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