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Brasília

“Vou votar por consciência, por mim e por meus netos”, diz idosa de 90 anos de idade

Eleitoras idosas destacam importância de participar das eleições e manter seus direitos

Redação Jornal de Brasília

24/08/2026 13h43

votação em cabines individuais

Foto: Agência de notícias UniCeub/Banco de imagens

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
Por Mariana Mazzaro e Sabrina de Andrade 

A proximidade com as eleições deixa ansiosos diferentes faixas etárias, entre elas, a dos idosos. Mesmo sendo facultativo o voto, idosos mantêm o título em dia para faz valer o direito de cidadania.

No metrô de Brasília, duas idosas recordam, para a Agência Ceub, o período em que a escolha dos representantes era de forma indireta. A aposentada Heloísa Corrêa, de 79 anos, repudia o período ditatorial.

“Eu faço questão de votar porque eu vi muita coisa nesse país. Já passei por época em que a gente nem podia escolher quem ia governar”, afirma.

A aposentada explica que, mesmo com todas as dificuldades da democracia, sentre que o voto dela representa a própria voz. “Pode parecer pequeno, mas é o que eu tenho. Enquanto eu tiver forças pra sair de casa, pegar fila e poder expressar minha opinião, eu vou continuar” , destaca.

Pelo futuro

Heloísa Corrêa afirma que não é só por ela que exerce o direito do voto. “É pelos meus netos, pelo futuro deles. Eu quero poder dizer que fiz a minha parte”, disse Heloísa.

Perto dela, estava a aposentada Hildeth Bastos, de 90. “Na minha idade, eu já poderia ficar em casa tranquila no dia da eleição. Mas eu vou por consciência”, afirmou.

Para ela, votar é um hábito e compromisso. “É como se eu estivesse dizendo: ‘eu ainda estou aqui, ainda tenho opinião’ ”, disse Hildeth.

As expectativas delas para as eleições de 2026 no Brasil giram em torno da manutenção de direitos previdenciários, melhorias na saúde e a necessidade de políticas públicas para os idosos.

Mais idosos

Segundo o Instituto de Pesquisa do DF, a projeção é que, até 2032, haja mais idosos do que jovens, tornando as demandas desse grupo cruciais para qualquer decisão eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem realizado campanhas para reforçar a mobilização da participação de eleitores acima de 70 anos, cujo voto é facultativo, defendendo que sua experiência é fundamental para a cidadania.

A previdência também gera preocupação com mudanças nas regras de aposentadoria previstas para 2026, com novas exigências e idade mínima, que geram apreensão e devem ser temas centrais nos debates eleitorais.

Além disso, a sustentabilidade do INSS diante do aumento da expectativa de vida é um ponto de atenção constante a essa faixa etária.

O Censo de 2022 mostrou que o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em 12 anos.
Esses dados representam um segmento cada vez mais influente e necessário para participação democrática, seguridade social e pautas de segurança e saúde voltadas à população.

Estudos também focam em preparar a sociedade para a participação ativa do idoso através da Rede de Pesquisa em Gerontologia.

Acessibilidade

cabine votacao
Foto: Agência de notícias UniCeub

A Justiça Eleitoral também oferece recursos para facilitar o deslocamento e o ato de votar como Seções Especiais, onde idosos ou pessoas com mobilidade reduzida podem solicitar a transferência para uma seção eleitoral com acessibilidade (elevadores, rampas, etc.) através do Autoatendimento do Eleitor.

Pessoas com 60 anos ou mais têm prioridade absoluta na fila de votação. Eleitores com mais de 80 anos têm preferência sobre os demais idosos.

O TSE mantém uma página dedicada a informações sobre acessibilidade para orientar esse público.

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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