
Estender a mão, ajudar o próximo e colaborar com os necessitados são os principais objetivos dos jovens que buscam o intercâmbio voluntário. Isso prova que além de buscarem o desenvolvimento de um segundo idioma e o aprimoramento do currículo, os estudantes estão mais preocupados com os graves problemas que afligem o cenário mundial. E a experiência de passar uma temporada no exterior torna-se uma vivência mais rica.
De acordo com a consultora de vendas da Central de Intercâmbio (CI), Ana Régis, os interessados em aliar aventura à solidariedade passarão por uma experiência única. “Quem se engajar na aventura solidária vai trabalhar em projetos sociais que ensinam sobre o meio ambiente, o respeito à natureza e as diferenças culturais”, explica. O intercâmbio atua em dois segmentos. “Há parceria com organizações da África do Sul, Índia, Namíbia e Peru. Trabalhamos com dois tipos de projeto: social, com pessoas carentes, e ambientais, com animais.”
Ana afirma que o perfil do voluntário é extremamente importante. “Os participantes poderão brincar, cuidar, ensinar. O voluntário deve ter proatividade para adicionar e contribuir com as organizações”, fala. Ela destaca que o jovem deve ter mente aberta, gostar de animais e crianças e vontade de ajudar o próximo.
Inesquecível
A estudante de Publicidade Isabela Franco mergulhou num universo único e inesquecível. Passou sete semanas em Bogotá, na Colômbia, realizando oficinas de arte com crianças carentes e projetos com pessoas que têm síndrome de Down. Segundo ela, a viagem representou crescimento pessoal. “Aprendi com as pessoas que conheci lá. No dia a dia vemos defeitos nos outros e não paramos para olhar para nós mesmos. Viver com 17 pessoas em tempo integral por sete dias por semana é um soco no seu ego. Na primeira semana foi difícil. Mas, depois, a gente vai vendo que, às vezes, o problema está é em você. Aprendi a ser mais tolerante e a entender mais ou menos o raciocínio de cada pessoa”, confessa.
A estudante recomenda a experiência: “É um banho de realidade e a pessoa é obrigada a aprender a se virar. Tive que lidar com crianças que não falavam português”, conta. “Entrei para a Cruz Vermelha no fim do ano passado. E também fiz trabalho com moradores de rua.”
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