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Brasília

Viveiros da Novacap produzem flores e árvores que enfeitam o Distrito Federal

Arquivo Geral

26/10/2010 9h24

Para levar mais cores aos canteiros ornamentais e balões do Distrito Federal, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) conta com dois canteiros. A unidade instalada no Núcleo Bandeirante, criada em 1960, produz, a cada mês, um milhão de mudas de flores, ervas, arbustos, palmáceas, herbácias, folhagens e plantas ornamentais. O outro canteiro, localizado no Parque Nacional Água Mineral, foi fundado em 1971 para a produção de mudas de árvores e palmeiras. Este canteiro tem capacidade para produzir 300 mil unidades por ano.

Para ajudar no trabalho de separação e plantio das mudas, a Novacap conta com a ajuda de 90 servidores, 330 menores aprendizes – que estudam em escolas públicas do DF –, além de 50 pessoas portadoras de deficiência que atuam nos viveiros há um ano. “Além das atividades de produção, os adolescentes participam de atividades didáticas e de um curso de capacitação com aulas teóricas e práticas sobre jardinagem, informática e administração. É uma oportunidade para o desenvolvimento de talentos”, explicou Raimundo Lima, engenheiro agrônomo da Novacap.

Janaína Lima, técnica de Segurança do viveiro do Núcleo Bandeirante, acredita que o projeto eleva a auto-estima dos menores aprendizes e das pessoas com deficiência, além de melhorar a saúde mental e física dos participantes. “A ação gera sentimento de cidadania e é uma ótima oportunidade de inseri-los no mercado de trabalho. As tarefas são um estímulo que se transforma em terapia para eles. O desempenho dos participantes supera as expectativas”, acrescentou.

Talita Ramos, 17 anos, cursa supletivo na rede pública de ensino em Ceilândia. A estudante trabalha há um ano separando mudas de plantas no viveiro do Núcleo Bandeirante. “Aprendi uma profissão e pretendo continuar trabalhando com a natureza, produzindo mais cores para nossa cidade”, comemorou. Para o deficiente físico João Júnior Silva, 43 anos, o trabalho é gratificante. Silva semeia mudas de flores e plantas ornamentais em caixas, para o plantio em balões da cidade. “Não conseguia vaga no mercado de trabalho e com este emprego sustento minha esposa e meu filho”, afirmou ele, que atua no viveiro há 14 anos.

Arborização no Taguaparque
Em novembro do ano passado foram plantadas no Taguaparque cinco mil mudas de árvores. Mais de mil alunos de cinco escolas da rede pública de ensino participaram da ação. Além de plantar as árvores, os participantes batizaram as mudas com seus nomes. As árvores plantadas já estavam bem desenvolvidas, com altura média de 3 a 5 metros. Isso significa que elas terão mais chance de vingar.

Marcus Vinícius Viana é dentista e frequenta o Taguaparque há dois anos. Para ele, o plantio de árvores no local é importante para garantir sombras no espaço. “As árvores já começaram a crescem e em breve devem gerar sombra para os frequentadores. Com sombra teremos mais conforto para frequentar o parque em qualquer horário”, completou Viana.

Cuidados no plantio de árvores frutíferas
De acordo com o Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap das 4 milhões de árvores plantadas no DF, entre 10% a 15% são frutíferas. Entre elas estão amora, jaca, manga, abacate, nêspera, joá, jenipapo, sapucaia, além das nativas cagaita, jatobá, baru, araticum e pequi. Estas são algumas espécies facilmente encontradas no DF. Rômulo Ervilha, chefe do DPJ, recomenda que a comunidade não plante árvores em áreas públicas. “O plantio aleatório gera graves problemas como raízes que se aprofundam e invadem as redes de água, esgoto, telefone e eletricidade, além dos galhos das árvores invadirem janelas dos apartamentos e casas. As árvores interferem também nas fundações dos prédios”, orientou.

Ervilha reforça que arborizar uma cidade não é uma tarefa puramente ornamental. “As árvores purificam o ar, proporcionam sombra, abrigam a fauna e melhoram a umidade, proporcionando conforto. Essas árvores, cultivadas e preservadas, ainda oferecem à população beleza e alimentos e a presença de aves e pássaros como sabiá, bem-te-vi, rolinha, beija-flor, anú branco e preto”, completou.

Reaproveitamento de troncos, galhos e tocos
Os troncos, galhos e tocos resultantes do corte e podas de árvores são transformados em minúsculas partículas, formando uma espécie de farelo, por meio de um equipamento triturador. O material é transferido para os espaços livres entre a árvore e a área gramada impedindo danos ao tronco durante a poda mecânica da grama e, ao mesmo tempo, combatendo ervas daninhas e mantendo a umidade do solo. É uma forma de aproveitar o material, que não teria uso, para a melhoria no desenvolvimento das árvores e jardins.

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