Pedro Wolff
pedro.wolff@jornaldebrasilia.com.br
A família da jovem de 14 anos que foi mantida em cárcere privado e teve sua virgindade vendida em um “leilão” no Recanto das Emas está sofrendo ameaças por telefone para retirar as denúncias. O delegado que está à frente do caso, Fernando Fernandes, chefe da 24ª DP (Setor O) diz que sua equipe está investigando o autor das denúncias para indiciá-los por coação no curso do processo, ou seja, quando uma pessoa tenta atrapalhar uma investigação policial.
Conforme noticiou com exclusividade o Jornal de Brasília no último domingo, a jovem de 14 anos foi convencida por uma colega de escola a ir a uma festa no Recanto das Emas no último dia 12. Ela saiu do Setor O, em Ceilândia, onde mora e foi à casa de Cleidiane Pires de Souza, 22 anos, na QR 603 do Recanto das Emas.
Sob ameaças para não fugir e forçada a consumir álcool e drogas para ficar dopada, a jovem de 14 anos foi estuprada. Jéferson Silva Assunção, 21 anos, teria confessado o crime à polícia. Além dele, o delegado Fernando Fernandes informa que também foram presos Maicon Douglas Silva do Vale, 18 anos, a própria Cleidiane, e apreendida a colega da vítima, de 16 anos, que a convenceu a ir à festa. Todos foram indiciados pelos crimes de corrupção de menores, estupro de vulnerável, cárcere privado e formação de quadrilha. “Há ainda mais três pessoas parcialmente qualificadas por todos estes crimes que serão encontradas e ouvidas para se saber qual foi a participação no crime”, disse o delegado, referindo-se aos dois homens mais velhos e a um parente da dona da casa. Estes homens teriam se recusado a violentar a adolescente, após comentarem que ela tinha idade para ser filha deles.
Leia mais na edição desta quarta-feira (25) do Jornal de Brasília.