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Brasília

Vítima de ex-marido é enterrada

Arquivo Geral

17/12/2008 0h00

Tudo o que Ana Paula Mendes Moura, ampoule de 33 anos, queria era cuidar dos três filhos de 10, 14 e 16 anos. Mas o desejo foi interrompido pelo ciúme doentio do ex-marido, o vigilante Marcelo Rodrigues Moreira, da mesma idade. Na tarde de ontem, ela foi enterrada após ser esfaqueada  no peito por Marcelo enquanto trabalhava em um restaurante na 404 Norte. No velório, na capela 3 do cemitério Campoda Esperança, parentes e amigos choraram a perda.

A mãe de de Ana Paula, de 73 anos, ainda não entende bem o que ocorreu, só sabe que a filha
mais nova está morta. Em uma cadeira de rodas, ao lado do caixão, a senhora de cabelos grisalhos parecia não acreditar que a caçula se foi. Para poupá-la, as filhas disseram que Ana
Paula tinha sido vítima de um acidente de trânsito e não de um crime passional. Recentemente,
a senhora sofreu um derrame e os familiares temiam que não suportasse a notícia.

Ciúmes

Ana Paula foi esfaqueada de surpresa dentro do restaurante onde trabalhava. Antes, porém,
Marcelo ligou várias vezes para as irmãs dela para perguntar se Ana estava tendo relacionamento com outro homem. “Ela não tinha ninguém. Simplesmente cansou de  sofrer e terminou com ele”, revelou a irmã Marta Regina Mendes Moura, de 49 anos.

Marcelo tinha quatro registros na polícia de perseguição à ex-companheira e uma ordem judicial para que ficasse 500 metros longe dela. Nada disso adiantou.

Durante o velório, Marta já não tinha lágrimas para chorar. Ela gostaria de entender porque
Marcelo chegou a tal ponto de matar alguém que ele dizia amar. “Eu gostaria de olhar nos
olhos dele e perguntar: Por quê? Como você teve coragem de tirar a vida de uma mãe que tinha três filhos para criar?”, questionava.

Agora, a família irá se reunir para decidir com quem os filhos de Ana vão morar, uma vez que o pai também morreu há quatro anos, vítima de problemas cardíacos. “Desamparados eles não vão ficar, com certeza”, afirmou Marta. Marcelo foi encaminhado à carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), e irá responder por homicídio qualificado, cuja pena pode chegar até 30 anos de prisão.

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