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Brasília

Vistoria dos motoboys fica para depois

Arquivo Geral

05/05/2013 8h00

Caiu a procura de motociclistas pela regularização para o exercício do motofrete no Distrito Federal. Segundo o Departamento de Trânsito (Detran), até março deste ano, a média de profissionais que se adequavam para a atividade chegou a 200 por mês. No entanto, em abril, somente 45 trabalhadores se colocaram dentro dos padrões legais. 

 

No último dia 27, um sábado, o mutirão de regularização promovido pelo Detran não recebeu nenhum motociclista. Ontem, o órgão fez mais uma vez a ação. Das 8h às 12h30 – meia hora antes do fim do mutirão –, os agentes haviam sido procurados por apenas três profissionais, sendo que somente um chegou em condições de se regularizar. Os demais buscaram informações para o procedimento.

 

A atividade do motofrete deveria ter começado a ser fiscalizada em fevereiro deste ano, após vários adiamentos.  Devido ao alto custo e a entraves burocráticos (veja os requisitos no quadro ao lado), a categoria fez uma série de manifestações. Por fim, foi   assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público, Detran e Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O texto redefiniu o prazo para janeiro de 2014.

 

Última hora

Do ponto de vista do chefe do grupo de Operações Técnicas do Detran, Helder Athan, a queda na procura teve início logo após a assinatura do TAC. “A impressão que dá é que os motociclistas vão deixar tudo para a última hora. Talvez  o TAC acabe surtindo um efeito contrário ao desejado”, observou. 

 

A baixa procura também está fazendo com que os agentes fiquem ociosos. “Temos uma equipe que está parada   enquanto poderia estar nas ruas ajudando em alguma operação”, acrescentou.  Motociclistas podem procurar o Detran  durante a semana. Novos mutirões estão previstos para os sábados, das 8h às 13h, no depósito do Detran, vizinho ao Autódromo no Brasília.

 

Categoria justifica situação
 
Falta de divulgação, alto custo para a adequação e burocracia. Estas são as três causas para a queda da procura pela regularização, na avaliação   do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do DF (Sindmoto).
 
“Queremos a regularização. Estamos tentando fazer a nossa parte divulgando. Mas falta o Detran fazer uma campanha, fazendo corpo a corpo com os trabalhadores. Essa é a hora de o Detran fazer a sua parte”, argumenta o presidente do Sindmoto e presidente Federação Nacional dos Motociclistas Profissionais (Fetramoto), Reivaldo Alves.
 
O custo total para o motociclista gira em torno dos R$ 1,2 mil. “Esse valor é muito alto para uma classe de trabalhadores cuja renda é de aproximadamente R$ 800”, ponderou Alves. Entre as exigências para a adequação, os motociclistas precisam fazer um curso de capacitação. As aulas duram uma semana e   são feitas pelo Serviço Social do Transporte (Sest) / Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). 
 
Alves não é contra a exigência, mas questiona o fato de o curso só ser feito por uma instituição. “E as aulas são apenas em Samambaia. Isso dificulta”.
 

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