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Brasília

Visitantes do Parque Saburo Onoyama pedem segurança

Arquivo Geral

18/07/2010 10h02

Fabiana Mendes
fabiana.mendes@jornaldebrasilia.com.br

 

Final de semana, período de férias e sábado ensolarado. Cenário ideal para o brasiliense aproveitar as belezas naturais do Parque Ecológico Saburo Onoyama, em Taguatinga Sul. Com 33,1 hectares, o local é frequentado por mais de duas mil pessoas durante toda a semana. No local existem nascentes, córregos, mata ciliar e áreas de lazer com quadras poliesportivas, parquinho infantil, chuveiro e muita área verde.

 

A área pertencia à família Onoyama, que veio para o Distrito Federal com outros japoneses, a convite de Juscelino Kubitschek, para aumentar o desenvolvimento do plantio de hortifrutigranjeiros no Distrito Federal. Posteriormente, a família doou a área para implantação do parque. “Tentaram fazer do local, um clube com piscinas e lanchonete. Mas a verdadeira função desse parque é a preservação ambiental”, disse o agente de unidade do parque, Paulo Barbosa.

 

As amigas Solange Ramalho, Sônia Maria, Lourdes de Souza, Sônia Baragchum, Nilcéia Leal e Áurea Garcia adoram passear no parque nos finais de semana. O calor é um excelente atrativo para o encontro delas. “Frequento o local há 15 anos e fico muito triste com a situação em que ele está”, disse Solange. Ela refere-se ao abandono do local, conta que ainda se bronzeia por lá, por falta de opção na cidade. “Moro aqui em Taguatinga e não temos muito lazer. E aqui a falta de segurança é grande”, comenta. A amiga Lourdes disse que já houve caso de estupro e devido ao medo, não circulam sozinhas pela mata. “Nem Sol eu gosto de pegar sozinha, sempre nos encontramos aqui”, relata.

 

“Outro dia me deparei com um homem praticando atos obscenos dentro do banheiro, fiquei indignada”, disse Sônia Maria. As amigas temem serem atacadas e dizem que não há um local específico para elas aproveitarem o dia quente. “Deitamos aqui na quadra de esporte e as vezes recebemos boladas”, contou Áurea Garcia. Comida e bebida também fica por conta dos visitantes.

 

Leia mais na edição deste domingo (18) do Jornal de Brasília.

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